Palácio Rio Negro

Foto: Henrique Milen.

O Palácio Rio Negro, ao longo de sua história, foi cenário de diversas transformações que marcaram o nosso país. Em 1889, o barão do Rio Negro encomendou ao engenheiro italiano, Antonio Jannuzzi, a construção do palácio que serviria como residência de verão. Em 1984, com a mudança do barão para Paris, o palácio ficou desocupado. 

Ainda em 1894 a capital do governo executivo do Rio de Janeiro foi transferida para Petrópolis, em decorrência da Revolta da Armada que provocou instabilidade política na recém-proclamada República brasileira.  

Em 1896 o Palácio Rio Negro foi adquirido pelo governo do estado para nele instalar sua sede onde funcionou até 1903, quando a capital retornou para Niterói. Neste mesmo ano, o Palácio Rio Negro tornou-se residência de verão dos presidentes da República, que mantiveram o hábito seguido pelo Imperador D. Pedro II e pela alta sociedade da época de se instalar em Petrópolis durante o verão. Rodrigues Alves foi quem inaugurou os despachos presidenciais no Rio Negro, criando uma tradição que seria seguida pela maioria de seus sucessores e que durou até a transferência da capital federal para Brasília no governo de Juscelino Kubitschek. 

A mudança da capital acabaria por selar o fim do veraneio dos presidentes em Petrópolis. Diante deste cenário, em 1975, o presidente Ernesto Geisel transferiu a administração do Palácio para o Exército que nele instalou a 1ª Brigada de Infantaria Motorizada. A Brigada ocupou o Rio Negro até 1991. 

Em 1992, o Governo do Estado do Rio de Janeiro assumiu novamente a administração do edifício cedendo seu uso para a Prefeitura Municipal de Petrópolis. Em 2005, o Rio Negro voltou à administração da União sob a responsabilidade do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) que em 2007 o incluiu como unidade do Museu da República. 

A tradição de veraneio presidencial foi retomada em 1996, com a hospedagem do presidente Fernando Henrique Cardoso no Palácio. Em 2008, seria a vez do presidente Lula desfrutar desta bela edificação. Ao todo, 16 presidentes da República utilizaram as dependências do Rio Negro, sendo Getúlio Vargas o mais assíduo frequentador.