IBGE comemora 90 anos onde tudo começou: no Palácio do Catete

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) celebrou, nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro, os 90 anos de sua criação com o seminário “90 Anos: A História do IBGE na Presidência da República (1936–1964)”, realizado no Palácio do Catete, atual Museu da República. O evento ocorreu das 15h às 17h, no mesmo local onde, em 1936, o instituto foi oficialmente instalado pelo então presidente Getúlio Vargas, e contou com transmissão pelo IBGE Digital.

A atividade resgatou a trajetória do IBGE desde sua origem como Instituto Nacional de Estatística (INE), criado para centralizar a produção estatística e geocientífica e contribuir para a modernização do Estado brasileiro. Em 1938, o órgão recebeu a denominação atual por decreto presidencial, consolidando seu papel estratégico na produção de informações sobre o país.

O seminário reuniu o presidente do IBGE, Marcio Pochmann; ex-presidentes do Instituto; e representantes de órgãos públicos, consulados, entidades, pesquisadores e servidores. A programação teve início com uma mensagem em vídeo do assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Celso Amorim, destacando a importância histórica e estratégica do IBGE para o Brasil, ao relacionar a produção de informações com a soberania nacional e a capacidade de planejamento do país.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, reforçou o papel estratégico do órgão para o futuro do Brasil, destacando a centralidade dos dados na governança contemporânea. Pochmann situou o instituto como peça-chave para a soberania nacional em um cenário global marcado pela disputa por informações. “Nos dias de hoje, quem controla dados tem a capacidade de governar o futuro”, afirmou complementando a importância de defender o fortalecimento do sistema estatístico brasileiro como instrumento de soberania: “O IBGE assume um papel tão relevante quanto outras instituições estratégicas para garantir ao Brasil a condição de governar o seu próprio futuro”.

Foto: Divulgação/CDDI/CCS/IBGE

A cerimônia no Palácio do Catete também resgatou a origem histórica do IBGE. Pochmann lembrou que o IBGE surgiu em meio à transição do Brasil de uma sociedade agrária para uma economia urbana e industrial, sendo essencial para fornecer dados que orientassem esse processo de modernização.

A diretora substituta do Museu da República, Lucia Veronica de Oliveira Trindade, destacou a importância simbólica de receber o IBGE no local onde a instituição teve origem, ressaltando também sua ligação pessoal com o órgão. “É com grande satisfação que acolhemos essa instituição importante e fundamental para o Brasil. Foi no IBGE que descobri a minha vocação como servidora pública e trabalhar pelo meu país”, afirmou, lembrando que atuou como recenseadora em 1991.

(Com informações da Agência IBGE)