Instituto Brasileiro de Museus
Museu da RepúblicaAgenda de MAIO
Maio é tempo da 24ª Semana Nacional dos Museus, que em 2026 tem como tema “Museus unindo um mundo dividido”. No Museu da República, os setores educativo, de pesquisa e a Galeria do Lago organizam atividades gratuitas entre 18 e 24/5. As feiras no museu também celebram as mulheres indígenas e os saberes ancestrais, dias 2 e 3 e abre a temporada de festas juninas, nos dias 30 e 31. A Galeria do Lago segue com a exposição “LARGO”, que recebe as artistas e convidados na Semana de Museus. A programação é gratuita e está sujeita a alterações.

02 e 03/05 – Mulheres Indígenas: as Mães da Sabedoria Ancestral. Grande feira cultural indígena, com mesas de debates com lideranças femininas, exposição de artesanato de diversas etnias do Brasil, culinária indígena, cantos, danças, contação de histórias, defumação com ervas medicinais e pintura corporal.
Produção: Arassarí Pataxó. Local: jardim do Museu da República, de 9 às 17h. Entrada gratuita.

13/05 – Recitais UniRio e Série Tardes Concertantes. O Núcleo de Música de Câmara do Recitais Unirio realiza seu segundo concerto na temporada 2026, dessa vez no Museu da República. Quatro grupos de música de câmara interpretam um repertório variado, com obras de Mozart, Piazzolla, Hércules Gomes e Effenberg. Programa: W. A. Mozart, com Eine Kleine Nachtmusik e Quarteto de Cordas da Escola de Música da Rocinha; Rainer Effenberg com Sonatina para Violoncelo e piano; Astor Piazzolla, Inverno e primavera portenhas com Trio Fragmentos; Hércules Gomes: Cantiga, Baião e Frevo para Quarteto de cordas com Quarteto Jequitibá. A partir de 12h, no Auditório Apolônio de Carvalho. Ingressos simbólicos a R$ 1.
23 e 24/05 – Festa Cigana “Homenagem a Santa Sara Kali”. A Grande Celebração Cigana é um encontro cultural, espiritual e artístico dedicado à reverência de Santa Sara Kali, símbolo de fé, proteção e resistência do povo cigano. Realizado no Museu da República, o evento propõe um dia de imersão na riqueza das tradições ciganas, reunindo expressões de fé, saberes ancestrais e manifestações culturais que atravessam gerações. Durante dois dias, o público será convidado a vivenciar uma atmosfera de acolhimento, beleza e espiritualidade, onde a ancestralidade se manifesta por meio da música, da dança, dos rituais e das práticas simbólicas que fortalecem a conexão com o sagrado, com a natureza e com o coletivo. A celebração se apresenta também como um espaço de valorização da diversidade cultural e de combate aos preconceitos, promovendo respeito, visibilidade e reconhecimento das tradições ciganas no Brasil. O evento tem como objetivo promover a valorização da cultura cigana por meio de uma celebração que integre espiritualidade, arte e educação, fortalecendo a identidade cultural e o respeito à diversidade.
Realização: Instituto Áfrikerança. (https://www.instagram.com/afrikeranca/). Produção: Lanoz. Jardim do Museu da República, de 10 às 18h.
24/05 – Visibilidade, Voz e Movimento: Experiência de Inclusão, no Dia Mundial de Conscientização sobre a Esquizofrenia. O museu volta a receber a atividade que vem sendo realizada em anos anteriores com grande acolhimento e relevância social, com o objetivo de ampliar a informação qualificada, fortalecer o debate público e contribuir de forma concreta para o combate ao estigma ainda associado à esquizofrenia e aos transtornos mentais em geral. O evento está ligado ao site Entendendo a Esquizofrenia e ao Programa Entrelaços do IPUB/UFRJ (https://entrelacos-ipub.com.br/), voltado à terapia de família e ao acompanhamento de pessoas e familiares que convivem com o sofrimento psíquico. O evento conta com programação variada e sensível à temática, incluindo ações de divulgação, rodas de conversa, palhaçaria com abordagem temática, teatro, psicodrama, a distribuição de fitas de neurodiversidades invisíveis e dança circular. As ações buscam aproximar o público ao tema de maneira acessível, humana e educativa. Produção: Grupo Mentes em Ação. Local: pátio interno e Sala Silvio Tendler. Horário: 9h às 14h.
30 e 31/05 – Arteirinhos Festival – Edição Arraiá Juninas da Guanabara. Festa junina com atrações musicais, artísticas, oficinas e brincadeiras tradicionais/típicas da cultura brasileira. Focado no público infantil, o objetivo é criar um ambiente inclusivo e acolhedor onde as crianças serão as protagonistas.
Produção: Arteirinhos Festival. Jardim do Museu da República, de 10h às 18h.

24ª SEMANA NACIONAL DOS MUSEUS – Programação no Museu da República

23/5 – Encontro na Galeria do Lago. As artistas Isaura Pena, Júnia Penna, Malu Fatorelli, Nena Balthar e a curadora Isabel Portella recebem os visitantes para uma conversa na exposição “LARGO”. Com poéticas distintas e o desenho como meio, as obras exploram o sítio, o jardim e a arquitetura do Palácio do Catete reordenando significados simbólicos do lugar. No encontro, os convidados Cícero Antônio Fonseca de Almeida, diretor do MHN, e o arquiteto e paisagista Eduardo Barra debatem questões relacionadas à arquitetura e ao acervo do Museu da República, e ao paisagismo do jardim do Palácio do Catete, incluindo uma visita guiada. Galeria do Lago, a partir de 15h.
22/5 – “Encontro Diálogos Urbanos: o Catete Dança”. Uma conversa sobre as diversas manifestações de dança encontradas na história e na atualidade do bairro. Atividade no Espaço Educação do Museu da República, de 17h30 às 20h30.
18 e 23/5 – Palácio Rio Negro (Petrópolis): Visita mediada à “Sala do Café”. Restaurada e ainda não aberta ao público, a Sala do Café terá uma visita mediada no dia 18/5, às 10 e 15h. No dia 23, também às 10 e 15h, a visita conta com a presença da equipe responsável pela restauração.
23/5 – Oficina: Direito, Memória e Sagrado. O projeto Solar na Rua, do Solar dos Abacaxis, faz uma parceria com o Museu da República para propor uma oficina onde passado e presente se encontram pela arte. Os participantes criam uma aquarela com borra de café, aludindo ao Barão de Nova Friburgo e ao ciclo cafeeiro (que foram moeda) para celebrar o trabalhador e sua remuneração. Em seguida, traçam símbolos Adinkra de origem africana, honrando a herança negra e a coleção “Nosso Sagrado”. Ao final, as produções individuais formam um museu coletivo de vivências, onde a arte nasce da experiência de cada um. A oficina acontece a partir de 14h.
23 e 24/5 –“A Voz do Ancestral: a origem, o terreiro e a cidade” é uma performance ritual voltada à celebração e reconstituição da memória do povo iorubá-nagô, abordando o surgimento dos terreiros de Candomblé como tecnologia de reinvenção do mundo no pós-diáspora negra. No Palácio do Catete, evocaremos o mito “Corpo-território-nagô: arte e sagrado”, em que o corpo do iniciado se constitui como território vivo de transmissão ancestral, articulando memória, arte e sagrado. Ficha Técnica: Criação e Performance: Bruno Balthazar; Design Gráfico: Mayra Muniz; Produção Executiva: Caio Vargas. Dias 23 e 24, às 16h, no Salão Nobre.
20 a 21/5 – “A República que o Palácio não mostra: Cultura e Sociabilidades na cidade do Rio de Janeiro”. Visitas mediadas ao Palácio do Catete para público espontâneo nos dias 20 e 21 de maio, às 15h, e dia 22 de maio, às 14h. Máximo de 20 pessoas. A visita explora a rica cena cultural do Rio de Janeiro nas décadas finais do século XIX e princípios do século XX. Para isso, toma-se como ponto de partida eventos e celebrações realizados no espaço privado do Palácio do Catete, ressaltando seu contraste com as celebrações populares que agitavam as ruas da cidade no período.
EXPOSIÇÃO
LARGO. Obras das artistas Isaura Pena, Júnia Penna, Malu Fatorelli e Nena Balthar. Curadoria: Isabel Portella. Galeria do Lago, no jardim do museu, de quarta a domingo, 11 às 17h. Entrada gratuita.

Eventos permanentes:
Seresta do Museu: Quarta-feira, de 15 às 18h; Sábados de 15h às 18h; e aos Domingos de 9 às 13h e de 15 às 18h, no pátio interno do Palácio e imediações.
As visitas mediadas ao Palácio do Catete acontecem de quarta a sexta, às 11h, 14h e 15h, para escolas, instituições e grupos até 20 pessoas, e devem ser confirmadas pelo email mr.agendamento@museus.gov.br
Além das atividades do Museu da República, frequentemente acontecem no espaço do jardim atividades do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, gerido pelo Iphan.