Exposição: Ficções

A Galeria do Lago, espaço de Arte do Museu da República, abre no próximo dia 14 de dezembro a partir das 16 horas, a exposição “ficções:”, reunindo vídeos e fotografias do artista Jozias Benedicto. Trata-se de um mergulho do artista no universo de personagens, reais e ficcionais, que impregnam a memória e os corredores do Palácio do Catete/Museu da República.
Na mostra, “um diálogo sutil se dá quando Jozias Benedicto, ao apropriar-se com extrema delicadeza da literatura e das artes visuais, transforma-as em instrumento de sua pesquisa estética”.
Jozias Benedicto abre a exposição, com curadoria da coordenadora da Galeria Isabel Sanson Portella, com uma imagem de uma peça do acervo do museu, um majestoso porta-cartas em porcelana cuja ornamentação consiste em um encontro de duas musas – a musa das artes visuais com a da literatura – que é exatamente a proposta do trabalho do artista. Depositado no porta-cartas, o celular do artista apresenta sua imagem em um vídeo, uma junção da memória com a contemporaneidade, uma atualização tecnologia do encontro das musas.
A exposição apresenta 8 vídeos, sendo 1 em projeção e os demais para serem vistos em televisões.
A projeção é o vídeo “Primeiras”, que faz uma enumeração das chamadas “primeiras-damas” que habitaram o Palácio do Catete, desde Laura, a Baronesa de Nova Friburgo, até D.Sarah Kubitscheck. Com isso o artista explicita a proposta de seu trabalho: não é falar dos dignitários, das figuras ilustres, da História oficial, e sim dos personagens secundários e anônimos, da ficção.
Os vídeos “Palácio”, “O futuro”, “Anunciação”, “Um jogo”, “Dia dos pais” e “Ciumentos” mostram Jozias Benedicto lendo textos ficcionais de sua autoria, em diversos ambientes do Museu, com os quais os textos em algum momento se conectam. O artista age como um narrador neutro diante da câmera, com mínimos recursos visuais, sem apelo psicológico. Os textos são fortes, e o espectador é impactado sem que o artista precise agir como um ator, interpretando ações e simulando emoções.
Finalmente, “Anjo” é um vídeo em loop em uma tela pequena, como uma caixinha de música mostra uma cena bucólica filmada no lago do Palácio, que é em alguns momentos interrompida por rápidas referências à passagem do tempo e da História.
Confira algumas imagens da exposição:
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De 14/12/2013 a 26/05/2014