Guia de Coleções

Coleção:
COLEÇÃO: AARÃO REIS
Código de referência: BR RJMRAHI AR
Data de produção: 1870 a 1989
Dimensão e suporte: 288 documentos textuais; 3 mapas; 2 estampas; 9 fotografias; 01 ex-libris
Produtor: REIS, Aarão

Biografia: Aarão Leal de Carvalho Reis nasceu a 6/5/1853, em Belém (PA), filho do deputado federal (MA) Fábio Alexandrino de Carvalho Reis e de Anna Rosa Leal de Carvalho Reis. Formado em Engenharia Civil pela Escola Central – posteriormente, Escola Polythecnica e, mais tarde, Escola de Engenharia – no Rio de Janeiro (1869-1874), foi nomeado praticante técnico das obras hidráulicas da Alfândega/RJ (1874). Paralelamente, iniciou carreira no magistério, lecionando, desde 1869, matemática elementar em cursos particulares e, depois, na própria Escola Politécnica. Foi ainda professor catedrático vitalício de Economia Política e Finanças, Direito Constitucional e Administrativo e Estatística. Ainda estudante, filiou-se ao Partido Republicano, tendo fundado, no Rio de Janeiro, o primeiro Clube Republicano que funcionou sob a denominação de “A Jovem América”. Colaborou, ao lado de Lopes Trovão, em vários jornais, incluindo o Jornal do Comércio. Como engenheiro exerceu diversos cargos públicos: engenheiro fiscal das obras da construção do Matadouro de Santa Cruz, Rio (1875); chefe do Serviço Telegráfico da Estrada de Ferro D. Pedro II (1881-1885); chefe dos Serviços de Construção do Açude de Quixadá (CE) (1885); diretor dos Correios do Brasil (1895); diretor do Banco do Brasil (1896); diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil (1906-1910); diretor do Lloyd Brasileiro (1910); inspetor geral das Obras Federais contra as Secas do Nordeste (1913). Aarão Reis dirigiu a Comissão de Engenheiros que projetou e traçou a nova capital de Minas Gerais, em local por ele escolhido, o velho arraial do Curral D’El Rey, hoje Belo Horizonte. Em meados de 1896, o presidente Prudente de Moraes lhe solicitou a reforma do Palácio Nova Friburgo para adaptá-lo às novas funções de palácio presidencial, passando a ser conhecido como Palácio do Catete. Na política atuou como deputado federal pelo estado do Pará em 1909-1911, 1927-1929 e 1930-1932, filiado ao Partido Republicano. Foi casado com Mariana Furtado Reis, com quem teve 7 filhos. Faleceu em 11 de abril de 1936, no Rio de Janeiro.

História arquivística: A Coleção é formada por doações feitas ao Museu da República por Gilberto Acselrad, bisneto do titular, em 1992 e 1996.

Âmbito e conteúdo: Reúne documentos relacionados ao planejamento e construção da cidade de Belo Horizonte (MG), assim como comemorações de sua construção e fundação; e às atividades funcionais do titular como diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil, professor da Escola Polythecnica do Rio de Janeiro e engenheiro de ministérios públicos. Também há documentos relativos à produção intelectual de Aarão Reis, incluindo a autoria de livros como “Direito Administrativo Brasileiro”, artigos para diversos periódicos, pareceres técnicos e discursos relacionados à política nacional, incluindo discursos realizados como deputado federal. Também há registros referentes a homenagens póstumas e comemorações pelo centenário de nascimento de Aarão Reis.

Sistema de arranjo:
Série Documentos Visuais, Sonoros e Audiovisuais
        Subsérie Estampas
        Subsérie Fotografia
        Subsérie Mapa
        Subsérie Ex-Libris
Série Correspondência
Série Documentos Pessoais
Série Trajetória Profissional
Série Produção Intelectual
Série Impressos
Série Documentos Complementares

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do MR.

Unidades de Descrição Relacionadas: As instituições Clube de Engenharia (RJ) e Museu Histórico Abílio Barreto (Belo Horizonte/MG) possuem acervo referente ao titular desta Coleção. A Biblioteca do Museu da República também possui acervo do titular.

COLEÇÃO ARMINDO DOUTEL DE ANDRADE
Código de referência:
BR RJMRAHI ADA
Data de produção: 1941 a 1997
Dimensão e suporte: 3 metros lineares de documentos textuais e 57 fotografias.
Produtores: ANDRADE, Armindo Marcílio Doutel de / ANDRADE, Lígia Doutel de

Biografia: Armindo Marcílio Doutel de Andrade nasceu em 17/11/1920, no Rio de Janeiro, filho de Armindo Augusto Doutel de Andrade e Cândida Doutel de Andrade. Em 1943 formou-se na Faculdade Fluminense de Direito. Desde jovem trabalhou como jornalista, tendo atuado em vários periódicos, como O Globo; Diretrizes; Diário Da Noite; e em O Jornal, onde assinou por 15 anos a coluna Panorama Político. A coluna era retransmitida para os demais jornais e emissoras dos Diários Associados. No inicio dos anos 40, prestou serviço militar e em 1964 casou-se com Ligia Ribeiro Moellmann, que seria sua grande companheira de vida e de lutas políticas.
Doutel passou a ter um contato mais estreito com a política a partir da cobertura jornalística dos trabalhos da Assembléia Constituinte de 1946. Durante a cobertura da campanha presidencial de 1950, aproximou-se dos dirigentes do PTB do Rio Grande do Sul – sobretudo Alberto Pasqualini, Leonel Brizola e João Goulart, que se tornaram seus grandes amigos e aliados de lutas políticas – e da ideologia trabalhista. Filiou-se ao PTB em 1951 e, após a solicitação de Vargas, iniciou com João Goulart trabalhos visando angariar novos militantes para o partido, organizar novos comitês e obter a filiação de líderes sindicais. Em virtude da dedicação ao trabalho, Doutel foi nomeado advogado do Banco do Brasil por Vargas. Nas eleições internas do PTB, em 1952, foi eleito primeiro-secretário do partido. Em 1953, foi convidado por João Goulart, então ministro do Trabalho, para ser membro de seu gabinete, além de diretor da Rádio Mauá, vinculada ao ministério.
Doutel acompanhou de perto os acontecimentos que culminaram no suicídio de Getúlio Vargas e, no dia seguinte, concedeu uma entrevista afirmando que ele e João Goulart foram os primeiros políticos a lerem a “Carta-Testamento”. Juntamente com as principais lideranças do PTB, seguiu para São Borja a fim de acompanhar o sepultamento. Em 1954, tornou-se secretário-geral do PTB, e foi um dos responsáveis por expandir seu alcance para além dos sindicatos urbanos. Em 1958, integrou a comissão encarregada de reestruturar o programa do PTB, que criou o plano socioeconômico conhecido como Reformas de Base. Nesse mesmo ano, foi eleito deputado federal por Santa Catarina, e em 1960 foi eleito vice-governador do estado. Pouco depois, João Goulart tornou-se presidente da República, sendo Doutel um dos maiores apoiadores de seu governo, assim como do programa das Reformas de Base. Em 1962, assumiu o cargo de vice-líder do PTB e da maioria parlamentar que sustentava o governo Goulart. No mesmo ano, foi eleito novamente deputado federal por Santa Catarina.
No dia 13 de março de 1964, no famoso comício da Central do Brasil, Doutel estava no palanque com Jango, assim como Brizola e Miguel Arraes. No dia 30 de março, quando Jango foi à reunião com os sargentos – evento culminante para o golpe civil-militar que seria dado no dia seguinte –, Doutel o aconselhara a não comparecer. Com golpe, João Goulart partiu para o exílio, tendo deixado um bilhete para Doutel justificando sua atitude.
No período entre abril de 1964 e novembro de 1966, Doutel desempenhou um papel crucial. Além de ascender à liderança do PTB – que perdera seus principais quadros dirigentes, cassados e no exílio –, atuou como porta voz de João Goulart e enfrentou fortes pressões na luta pela defesa dos direitos humanos e do restabelecimento da democracia. Quando o governo começou a investigar Jango, acusando-o de enriquecimento ilícito e irregularidades administrativas, coube a Doutel fazer a sua defesa. Para tanto, viajou clandestinamente ao Uruguai, onde se encontrou com o antigo presidente e dele recebeu documentos que provavam que as denúncias eram falsas. Os militares passaram então a vigiar as viagens de Doutel. No dia 24 de agosto de 1964, dez anos após a morte de Vargas, Doutel subiu na Tribuna da Câmara e leu um discurso de Jango, no qual este justificava sua não resistência – assim como em 1961, preferira o sacrifício particular à guerra civil – e acusava o governo Castelo Branco de golpista, pró-EUA e contrário às Reformas de Base. Doutel recebeu então diversas ameaças de cassação.
Em 1965, com a extinção dos partidos, o PTB foi dissolvido. Com a criação do bipartidarismo, Doutel filiou-se ao MDB, atuando na sua organização e definição ideológica, tendo sido seu primeiro líder. Em 1966, Doutel foi cassado por ter sido um dos principais articuladores da Frente Ampla. No mesmo ano, foi indiciado por um IPM (Inquéritos Policiais Militares, criados para apurar denúncias de subversão e corrupção) e preso.
Impossibilitado de participar da política formal, Doutel indicou sua esposa, Lígia Doutel de Andrade, como candidata a deputada federal por Santa Catarina nas eleições daquele ano. Lígia fez rápida e intensa campanha, tendo sido acompanhada o tempo todo por agente do DOPS. Eleita, teve atuação marcante. Porém em 1968, também ela foi cassada, através do AI n° 5. Doutel então montou um escritório imobiliário no Rio de Janeiro, além de ter sido diretor da OEST Engenharia Ltda.
Em 1976, João Goulart faleceu e Doutel viajou à Argentina a fim de trazer seus restos mortais. Em 1978, retomou os contatos com Brizola e emitiu uma declaração de oposição ao Presidente Geisel. Em 1979, viajou à Lisboa, onde ocorreu o Encontro dos Trabalhistas Brasileiros. No mesmo ano, com a anistia, retomou seus direitos políticos e participou da reorganização do PTB. Como não foi possível manter a sigla (de posse de Ivete Vargas), foi fundado o PDT (Partido Democrático Trabalhista). Em 1983, Doutel tornou-se presidente nacional do PDT. Defendeu ativamente a campanha das Diretas Já e, com a não aprovação da emenda Dante de Oliveira, apoiou a escolha de Tancredo Neves pelo colégio eleitoral. Em 1989, tornou-se novamente deputado federal e foi escolhido vice-presidente nacional do PDT. Faleceu no Rio de Janeiro em 1991.

História Arquivística: O acervo foi doado por Lígia Moelmann Doutel de Andrade, viúva do titular, ao Museu da República em dois momentos: 30/07/2008 e 19/06/2013.

Âmbito e Conteúdo: No acervo há alguns documentos pessoais do titular e documentação que registra sua atuação política – assim como a atuação de outros políticos do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e do PDT (Partido Democrático Trabalhista). Entre os assuntos abordados, estão: economia brasileira, Encontro de Lisboa, centenário de Getúlio Vargas, João Goulart, reunião de bancários, Instituto Alberto Pasqualini, anistia, movimento trabalhista, além de produção intelectual do titular. Também há um grande conjunto de recortes de jornais e revistas, incluindo um conjunto de jornais Lux. Há ainda notícias sobre seu falecimento, correspondências de pêsames para sua viúva e homenagens póstumas recebidas,

Sistema de Arranjo:
Série Documentos Pessoais
Série Correspondência
Série Vida Pública
        Subsérie Homenagens
        Subsérie Campanhas políticas
        Subsérie Gabinete Doutel de Andrade
        Subsérie Legislação e Emendas Constitucionais
        Subsérie Congresso Nacional
Série Recortes de Jornais e Revistas
Série João Goulart
        Subsérie Ministério do Trabalho
        Subsérie Vice-presidência
        Subsérie Presidência
Série Partido Trabalhista Brasileiro
        Subsérie Pré-64
        Subsérie Pós-64
Série Produção Intelectual
        Subsérie Produção Intelectual do Titular
        Subsérie Produção Intelectual de Terceiro
Série Partido Democrátco Brasileiro
        Subsérie Movimentos
        Subsérie Diretório Nacional
        Subsérie Instituto Alberto Pasqualini
        Subsérie Diretórios Estaduais

Estágio de Tratamento: A primeira parte do acervo, doada em 30/07/2008, foi tratada e organizada. Em 19/06/2013, houve uma nova entrada de documentos. Estes foram higienizados e acondicionados e aguardam organização arquivística.

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO CANUDOS (FLÁVIO DE BARROS)
Código de referência:
BR RJMRAHI CA
Data de produção: 08/1897 a 10/1897
Dimensão e suporte: 69 fotografias constantes em 2 álbuns originais (um contendo 15 e outro 54 fotografias)
Produtor: BARROS, Flávio

Biografia: A Guerra de Canudos foi um conflito ocorrido no sertão da Bahia, no Arraial de Canudos, entre as forças do Exército brasileiro e seguidores de Antônio Conselheiro, líder local, de 1893 a 1897. Foi uma guerra sangrenta em que o Exército enfrentou inúmeras dificuldades, chegando à vitória depois de quatro expedições. Na quarta e última expedição, que reuniu um grande esforço de guerra por parte do governo, estiveram presentes o ministro da Guerra, o repórter Euclides da Cunha e o fotógrafo Flávio de Barros, contratado pelo Exército para registrar os últimos momentos do combate. Ele é o autor das fotografias que compõem esta coleção. No final do conflito, depois de muitas baixas, a cidade de Canudos foi totalmente arrasada. Poucas são as referências biográficas ou citações sobre a vida e os trabalhos produzidos pelo fotógrafo baiano Flávio de Barros, produtor do Arquivo. Entretanto, em bibliografia especializada sobre Canudos, sua presença nas citações é freqüente, devido ao fato de seus registros serem os únicos conhecidos até a atualidade. Consta também que tinha um estúdio em Salvador, chamado “Photographia Americana”. Os motivos que levaram à contratação do até então desconhecido Barros não são claros, já que havia muitos estabelecimentos fotográficos na Bahia naquele período, muitos deles de grande prestígio. Especula-se, todavia, que havia um grande receio entre os fotógrafos de acompanhar o conflito, dado as notícias de sua brutalidade.

História arquivística: O acervo foi doado por Otília Piracuruca Blum ao Museu da República em 1966.

Âmbito e conteúdo: O Arquivo é composto por fotografias de Flávio de Barros, que foi contratado pelo exército brasileiro para registrar a última expedição ao Arraial de Canudos. As fotografias foram feitas, portanto, comprometidas com o ponto de vista do exército, procurando mostrar sua vitória e retratando a população do Arraial sempre em posição de prisioneira e derrotada. Há várias imagens retratando panoramicamente tanto o Arraial de Canudos, como seu entorno, sendo possível observar detalhes da geografia da região. Há também uma série de fotos que mostram construções do arraial, como habitações e igrejas – muitas já em ruínas, após o bombardeio das tropas federais. Apenas em algumas imagens é possível ver conselheiristas. A mais famosa dela, conhecida como “400 jagunços prisioneiros”, mostra parte da população depois da derrocada final: um ajuntamento de mulheres, crianças e idosos, com rostos magros e feições assustadas. Outra foto muito divulgada é a do cadáver de Antônio Conselheiro, que havia sido encontrado sob as ruínas da Igreja Nova. A grande maioria das fotos enfoca a presença do próprio exército, retratando os diversos generais, oficiais, batalhões, regimentos, além dos médicos e corpo sanitário. São retratados tanto em poses oficiais, como em momentos de descanso, refeição, missa. Há ainda um auto-retrato de Flávio de Barros, autor das imagens. Trata-se da última fotografia do primeiro álbum original e comprova a autoria do trabalho.

Sistema de arranjo: As fotografias foram classificadas de acordo com sua ordem original nos álbuns. Assim, por exemplo, a foto CA 03.01 é a terceira foto do primeiro álbum.
Condições de acesso: Os originais não estão disponíveis à consulta pública. A consulta é feita através das imagens digitais e/ou das reproduções impressas.
Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.
Notas: Em 2008, a Coleção Canudos recebeu a titulação do Programa Memória do Mundo da UNESCO/Memory of the World – MOW, sendo reconhecida como patrimônio documental de interesse nacional e internacional.

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COLEÇÃO: CELINA VARGAS
Código de referência:
BR RJMRAHI CV
Data de produção: 1920 a 1982
Dimensão e suporte: 2 fitas-cassete; 71 documentos datilografados, impressos ou manuscritos (+31 cópias); 1 fichário, 1 livro; 2 álbuns; 17 fotografias (+7 cópias); 12 cartões postais
Produtores: VARGAS, Celina / VARGAS, Getúlio

Biografia: Celina Vargas do Amaral Peixoto é neta de Getúlio Vargas, filha de Alzira Vargas do Amaral Peixoto e de Ernâni Amaral Peixoto (interventor do estado do Rio de Janeiro de 1937 a 1945). Nasceu em 1944 no Rio de Janeiro e formou-se em sociologia e política pela PUC-RJ em 1966. Foi diretora do Arquivo Nacional e do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas.

História arquivística: Doação feita por Celina Vargas do Amaral Peixoto ao Museu da República em 20/04/1999.

Âmbito e conteúdo: A coleção possui diversos documentos relacionados a Getúlio Vargas, incluindo diplomas, cartões de visita, homenagens, exames, cadernetas bancárias e documentos de identidade pessoal. Destacam-se um fichário com trechos de entrevistas; notas fiscais referentes a compras e serviços prestados à Campanha eleitoral de Vargas; uma ata de inauguração da Av. Presidente Vargas no Rio de Janeiro; fotografias registrando Vargas com familiares e cartões postais mostrando a atuação de seu governo.

Sistema de arranjo:
Série Documentos visuais, sonoros e audiovisuais
        Subsérie Fotografias
        Subsérie Fitas- cassete
Série Homenagens
Série Documentos complementares
Série Documentos Administrativos
Série Impressos
Série Documentos Pessoais
Série Produção Intelectual

Condições de acesso: Aberto à consulta.
Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO: CEMITÉRIO DE PISTÓIA (LAFAIETE BRASILIANO)
Código de referência:
BR RJMRAHI LB
Data de produção: 1944 a 1951
Dimensão e suporte: 41 fotografias
Produtor: BRASILIANO, Lafaiete

Biografia: Lafaiete Vargas Moreira Brasiliano nasceu em 25 de junho de 1913, filho do general do Exército João Moreira de Oliveira Braziliano e Alcinda Vargas Moreira Braziliano. Lafaiete concluiu o Colégio Militar em 1931.
Integrou a Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial no posto de primeiro-tenente, comandando o Pelotão de Sepultamento, e foi o construtor e organizador do cemitério militar brasileiro em Pistóia, na Itália. Após o final da Guerra, Lafaiete Brasiliano já no posto de capitão, foi nomeado Instrutor de Ensino Militar em 1946, tomando parte na organização do Curso de Intendência e da Cia. de Cadetes de Intendência, do qual foi o primeiro comandante. Foi ajudante-de-ordens do presidente Getúlio Vargas entre 1951 e 1954, passando para a reserva em 1957. Foi casado com Carmen Prestes Moreira Brasiliano, com quem teve três filhos. Faleceu em 8 de novembro de 1976, na cidade do Rio de Janeiro.

História arquivística: O acervo foi doado por Paulo Sérgio Braziliano Pessoa, neto do titular, ao Museu da República, em 08 e 12 setembro de 1999.

Âmbito e conteúdo: São 41 fotografias, nas quais se destacam vistas gerais do cemitério militar brasileiro construído na cidade de Pistóia, na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.
O Pelotão de Sepultamento da FEB foi criado em 4 de julho de 1944, pelo Exército Brasileiro, pouco após a ida do 1º Escalão da Força Expedicionária Brasileira para a Europa. Em agosto, o Pelotão partiu da capital federal, sob o comando do 1º tenente Lafayette Brasiliano, chegando a Nápoles em 9 de outubro. O serviço de sepultamento tinha como principal objetivo controlar o recolhimento e a identificação dos mortos em guerra, evitando a proliferação de epidemias. Cabia também ao Pelotão o recolhimento dos objetos pessoais dos soldados mortos, enviados posteriormente aos seus familiares. O local escolhido para a criação do cemitério militar foi a cidade de Pistóia, na Itália, em terreno doado pelo Dr. Sandini e sua esposa, que compreendia um quadrado de 200 metros, à margem da estrada de Candeglia.
Os primeiros sepultamentos de soldados brasileiros foram realizados pelo Pelotão no campo santo de Traquinia e no cemitério militar dos Estados Unidos, em Vada. Para proceder ao enterro, o Pelotão deslocava os corpos do posto de coleta em Diécemo até Vada, percorrendo uma distância de 200 Km. Com a mudança da frente de combate para a região de Porreta Terme, a situação ficou ainda mais difícil, aumentando esta distância para 400 Km. Por esta razão, o Pelotão de Sepultamento decidiu construir um cemitério em Pistóia.
O cemitério possuía 4 quadras dedicadas aos soldados brasileiros e 2 dedicadas aos soldados inimigos, onde se achavam 45 soldados alemães. Como acesso principal ao cemitério foi construído um grande portão, em cimento armado e revestido de mármore de carrara. No alto do portão foi destacada em relevo a frase do filósofo Horácio: “É doce e glorioso morrer pela pátria.” Entre as duas primeiras quadras, sobre um pedestal de cimento, erguia-se um mastro de 12 metros de altura com a bandeira brasileira.
Em Pistóia foram enterrados 445 brasileiros, a maioria da Infantaria. A complexa operação de resgate dos corpos começava nos próprios campos de batalha, principalmente Montese e Monte Castelo. Quando possível, os militares mortos eram reconhecidos pelas placas de identificação. Quando estas já não mais existiam e o estado de conservação dos cadáveres era precário, os mortos eram identificados através de sinais particulares e pelas impressões digitais. O Pelotão de Sepultamento voltou para o Brasil em 5 de agosto de 1945, a bordo do D. Pedro I.
Nas fotografias da Coleção é possível ver também: cerimônias de sepultamento e de disposição de flores no túmulo de soldados brasileiro, membros do pelotão de sepultamento da Força Expedicionária Brasileira e os proprietários do terreno cedido para a construção do referido cemitério.

Sistema de arranjo:
Série Documentos Visuais.
        Subsérie Fotografias

Condições de acesso: Aberto à consulta.
Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO CRISTOVÃO BARCELLOS
Código de referência:
BR RJMRAHI CB
Data de produção: 1908 a 1950
Dimensão e suporte: 6 documentos textuais, 53 fotografias (+11 cópias), 2 cartões-postais
Produtor: BARCELLOS, Cristovão de Castro

Biografia: Cristovão de Castro Barcelos nasceu em Campos (RJ) em 25 de julho de 1883. Filho de João Gomes Sobral Barcelos e de Teresa de Castro Barcelos, em 1901 ele ingressou na Escola Militar do Brasil, no Distrito Federal. Em janeiro de 1918, então primeiro-tenente, seguiu para a França, integrando a comissão brasileira de estudos, operação de guerra e aquisição de material. De volta ao Brasil, ingressou em 1922 na Escola do Estado-Maior do Exército. Entre fevereiro de 1927 e fevereiro de 1930, chefiou a 3ª Circunscrição de Recrutamento, sediada em Vitória (ES). Promovido a major em novembro de 1928, chegou a tenente-coronel em fevereiro de 1930. Em outubro deste mesmo ano, participou da revolução que depôs Washington Luís.
Em 1931, promovido a coronel, assumiu o comando da Escola do Estado-Maior do Exército. Em 1932, combateu os paulistas durante a Revolução Constitucionalista. Ainda neste ano, participou da fundação do Partido Socialista Fluminense. Em maio de 1933, foi eleito deputado para a Assembléia Constituinte pela legenda de seu partido, então União Progressista Fluminense. Foi presidente da Comissão Central de Requisições do Exército a partir de janeiro de 1939 e, em 1942, inspetor do 3º Grupo de Regiões Militares e chefe da Comissão Mista de Defesa Brasil-Estados Unidos. De 1943 a 1945 foi membro da Comissão de Promoções do Exército e, em 1944, tornou-se chefe do Estado-Maior, cargo que ocupou até fevereiro de 1946. Cristovão Barcelos foi casado com Olga de Carvalho Barcelos e faleceu no Rio de Janeiro em 1946.

História arquivística: A Coleção é composta por documentos doados ao Museu Histórico Nacional e, posteriormente, transferidos para o Museu da República.

Âmbito e conteúdo: As fotografias desta Coleção fazem referência à carreira militar do general Cristovão Barcellos, à sua participação em momentos da história brasileira, como na Segunda Guerra Mundial e na Revolução Constitucionalista de 1932, e à sua atividade política. Destacam-se também as homenagens prestadas ao titular.

Sistema de arranjo:
Série Documentos Pessoais
Série Documentos Visuais, Sonoros e Audiovisuais
        Subsérie Fotografia

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

Unidades de Descrição Relacionadas: O Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), pertencente à Fundação Getulio Vargas (FGV), também possui acervo de Cristovão Barcellos.

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COLEÇÃO: EDGAR TEIXEIRA LEITE
Código de referência:
BR RJMRAHI TL
Data da produção: 1922 a 1982
Dimensão e suporte: cerca de 2.000 documentos textuais; 30 fotografias (+ 28 cópias); 59 desenhos; 01 disco; 14 mapas.
Produtor: LEITE, Edgar Teixeira

Biografia: Edgar Teixeira Leite nasceu em Paraíba do Sul (RJ), em 20/03/1895, filho de Leopoldo Teixeira Leite e Inês Figueira de Melo Teixeira Leite. Era neto do comendador Francisco José Teixeira Leite, barão e um dos fundadores de Vassouras. Diplomou-se na Escola de Agricultura de Pinheiro em 1914, ingressando em seguida na Faculdade de Direito de Niterói, onde cursou até o 3º ano. Especializou-se em Biologia Vegetal no Museu Nacional e no Jardim Botânico (RJ) e, obtendo o 1º lugar no concurso para Chefe de Biologia Vegetal do Ministério da Agricultura, foi nomeado Diretor da Estação Geral de Experimentação de Escada (PE) em 1917. Dirigiu serviços do Ministério da Agricultura em Alagoas e na Paraíba e chefiou a Comissão de Estradas de Rodagem em Pernambuco. Em 1918, participou do I Congresso Nacional do Algodão, promovido pelo
Ministério da Agricultura e pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA). Nesse mesmo ano foi eleito prefeito de Gameleira (PE), ocupando o cargo de 1919 a 1922. Colaborou com a Reação Republicana, movimento derrotado que promoveu a candidatura de Nilo Peçanha à presidência da República em 1922.
Após o fim de seu mandato em Gameleira, foi diretor das Usinas Ribeirão e de Cucuí, pertencentes à Cia Geral de Melhoramentos de Pernambuco – empresa açucareira da qual foi também diretor e vice-presidente, tornando-se especialista em cultivo e produção de açúcar No início da década de 1920, casou-se com Leonor Bezerra Cavalcanti Teixeira Leite, filha de José Rufino Bezerra Cavalcanti – usineiro, ministro da Agricultura (1914-1918) e presidente de Pernambuco (1919-1922). Em 1925, associou-se à empresa do sogro, José Rufino e Cia, grande organização comissionária que financiava a entressafra e melhoramentos agroindustriais. Em 1926 assumiu a secretaria geral da Sociedade Auxiliadora da Agricultura (PE).
Teixeira Leite era ligado ao Partido Democrático de Pernambuco, núcleo da Aliança Liberal do estado, e apoiou a Revolução de 1930. Com a vitória dos revolucionários, foi nomeado Secretário da Fazenda, Viação, Obras Públicas e Agricultura de Pernambuco. Em 1932 deixou a secretaria e foi para o Rio de Janeiro para tratar da saúde. Nesse ano, foi um dos fundadores da Sociedade dos Amigos de Alberto Torres, que organizava estudos e atividades ligadas principalmente a questões agrárias. Nessa entidade – da qual chegou a ser presidente, tendo fundado sua seção pernambucana – fez conferências sobre o rio São Francisco, as regiões semi-áridas, a imigração e a colonização. Em 1933, Teixeira Leite foi eleito deputado à Assembléia Nacional Constituinte, fazendo parte da representação profissional e sendo o único representante dos empregadores do Norte. Apresentou várias emendas, defendendo a navegação de cabotagem, a redistribuição municipal de rendas, o apoio nacional às regiões nordestinas atingidas pelas secas e a política ruralista inspirada em Alberto Torres. Foi defensor dos produtores de açúcar e um dos pioneiros da campanha pela adoção do álcool-motor, sendo fundador e diretor-tesoureiro da Cooperativa de Álcool-Motor, que instalaria a 1ª fábrica do produto em Pernambuco.
Foi deputado federal (PSD-PE) entre 1935-1937 e, em seu mandato, foi membro das comissões de Agricultura, Indústria e Comércio e de Obras contra as Secas, entre outras. Lutou pelo plano de defesa da lavoura e da indústria açucareira, e contra a extinção do Instituto do Açúcar e do Álcool. Apresentou um projeto sobre a organização das atividades pesqueiras — que seria transformado em decreto-lei no Estado Novo — e outro sobre a criação do Instituto Nacional de Nutrição, que também serviria de base à implantação do órgão no Estado Novo. Foi o relator do projeto que criou a Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil. Como membro da SNA, Teixeira Leite manifestou-se sobre várias questões ligadas à agricultura, entre elas a reforma agrária, considerando que o camponês devia ter acesso à terra para garantir condições mínimas de vida. Em 1944 desligou-se da Cia Geral de Melhoramentos de Pernambuco, organizando a Chromium Mineração S.A. para explorar jazidas de cromita em Piuí (MG). Em 1946 foi nomeado membro da Comissão Central de Preços, na qual defendeu os interesses dos produtores rurais.
Foi secretário de Agricultura, Indústria e Comércio do Estado do Rio de Janeiro de 1947 a 1950. Na Secretaria, promoveu um programa de recuperação da lavoura cafeeira fluminense, usando pela primeira vez os métodos de sombreamento para a restauração de velhas culturas e o replantio em terras desgastadas. Organizou o serviço de assistência rural rodoviária, favorecendo a conservação das estradas rurais privadas e sua articulação com a rede federal e municipal. Incentivou o cooperativismo rural e implantou armazéns e frigoríficos para a conservação de produtos agropecuários. Estimulou a pecuária leiteira, combatendo a febre aftosa e promovendo exposições agropecuárias. Fomentou a fruticultura das zonas temperada e tropical, especialmente de cítricos, criando estações de mudas e enxertos. Estimulou o reflorestamento e o aproveitamento de resíduos urbanos na adubagem do solo.
Representou a SNA no Conselho Interamericano de Comércio e Produção, do qual chegou a vice-presidente, presidindo a seção brasileira. Entre 1948 e 1949, participou da Comissão de Desenvolvimento Agropecuário e da Comissão Mista Brasileiro-Americana de Estudos Econômicos. Em 1949 foi delegado das classes produtoras fluminenses na II Conferência das Classes Produtoras. Em 1950 tornou-se membro do Conselho Nacional de Economia (CNE), no qual se destacou tratando de temas como fertilizantes, babaçu, secas no Nordeste, carvão e florestas. Em 1955, tornou-se presidente do CNE. Em 1958 foi consultor especial do governo brasileiro na Reunião de Ministros da Fazenda e Economia do Continente Americano. Entre 1959 e 1960, criou no CNE um prestigiado curso de análise econômica, pelo qual passaram inúmeros economistas. Neste último ano desligou-se do conselho.
Foi membro do conselho técnico e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), onde permaneceu de 1965 a 1968. Dirigiu o Cotonifício Ribeirão S.A., a Cromita S.A., o Banco Metropolitano de Crédito Mercantil e a Cia Econômica Industrial e Comercial de Alimentos Frigorificados (CEICAF). Foi membro da Confederação Rural Brasileira, do Conselho Nacional de Reforma Agrária e do Fundo Federal Agropecuário do Ministério da Agricultura, dos quais foi vice-presidente. Participou do Grupo de Trabalho para a Revisão da Reforma Agrária, do Conselho de Organizações Não-Governamentais para o Combate às Calamidades, cujo conselho deliberativo presidiu. Membro do conselho consultivo da Associação Latino-Americana de Direito Agrário e do conselho técnico da Confederação Nacional do Comércio, fez parte da Comissão Nacional Pró-Nações Unidas e da Associação Brasileira das Nações Unidas, do Instituto de Altos Estudos Históricos e Sociais, do conselho superior da SNA e do conselho consultivo da Confederação Nacional de Agricultura. Além de sócio da Sociedade Brasileira de Estatística e do Instituto Brasileiro de Estatística, foi sócio da Sociedade Brasileira de Agronomia, do Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT), do Instituto Brasileiro de Colonização e da Sociedade de Estudos Brasileiros.
Foi conferencista da Escola Superior de Guerra, diretor do Boletim Fluminense de Agricultura e Indústria e colaborador das publicações Revista do Conselho Nacional de Economia, Lavoura e Observador Econômico. Escreveu Aspectos da economia nacional (1937), Problemas da economia fluminense (1938), A Baixada Fluminense e sua restauração econômica (1938), O problema dos combustíveis líquidos (1944) e Reforma agrária (1946).
Faleceu no Rio de Janeiro no dia 21 de julho de 1983, deixando 4 filhos.

História arquivística: Doação de Vera Struck, filha do titular, ao Museu da República em 1983.

Âmbito e conteúdo: Edgar Teixeira Leite dedicou sua vida pública a questões ligadas à agricultura e à preservação do meio ambiente. Como deputado constituinte elaborou vários projetos voltados para a temática ambiental, a Reforma Agrária, a promoção de melhorias para a agricultura, cultivo da castanha do Pará, e outros. A Coleção reúne documentos de fundações como o Rotary Club do Rio de Janeiro, que desenvolveu campanhas de sensibilização sobre meio ambiente com escolas e outros setores da sociedade. Edgar Teixeira Leite foi conselheiro da Cruz Vermelha, fato que permitiu, por parte do titular, a aquisição de uma grande quantidade de documentos referentes à esta instituição. Também há muitos documentos relacionados à Sociedade Nacional de Agricultura; ao projeto de desvio do Rio Paraíba e à criação da Usina Hidrelétrica de Caraguatatuba, no Rio Paraíba.

Sistema de arranjo: Coleção apenas parcialmente organizada.
Série Castanha do Pará
        Subsérie I Conferência Nacional da Castanha do Pará
        Subsérie Produção Intelectual
        Subsérie Recortes
        Subsérie Gráficos e Tabelas
        Subsérie Correspondência
Série Questões Agrárias
        Subsérie Reforma Agrária
        Subsérie Direito Agrário
        Subsérie Sindicalização Rural
        Subsérie Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio do Estado do Rio de Janeiro
        Subsérie Colonização Territorial
        Subsérie Sociedade Nacional de Agricultura
Série Entidades Não-Governamentais
        Subsérie Rotary Club do Rio de Janeiro
        Subsérie Cruz Vermelha Brasileira
        Subsérie Ação Social Santa Inês
        Subsérie Federação das Sociedades Eunice Weaver
        Subsérie Conselho de Entidades Não Governamentais
Série Desvio do Rio Paraíba
        Subsérie Recortes
        Subsérie Fotografia
Série Amazônia
        Subsérie Babaçu
        Subsérie Borracha
        Subsérie Madeira
        Subsérie Pecuária
        Subsérie Arroz
        Subsérie Ocupação da Amazônia
        Subsérie Correspondência

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO: ENÊ GARCEZ DOS REIS
Código de referência:
BR RJMRAHI EGR
Data de produção: 1940 a 1954
Dimensão e suporte: 202 fotografias; 01 cartão-postal; 01 impresso
Produtor: REIS, Enê Garcez dos

Biografia: Enê Garcez dos Reis nasceu em 1914, no Rio de Janeiro, filho e neto de generais do Império e da República. Era militar e pertenceu à Arma de Infantaria, tendo servido em Cáceres (Mato Grosso) como voluntário, no posto de Tenente. Em 1940 serviu, por 2 anos, em uma Companhia de Fronteiras em Porto Velho (atual Estado de Rondônia). Essas experiências em áreas de fronteiras despertaram seu interesse pelos problemas dessas regiões, passando a estudá-los. Em Porto Velho, conheceu o então presidente Getúlio Vargas, com quem conversou sobre essas questões.
Em 1942, após o término de seus 2 anos de serviço, solicitou servir no Batalhão de Guardas Presidenciais do Palácio do Catete (RJ). Este Batalhão também era responsável pela guarda do Palácio Guanabara (então residência oficial do Presidente da República) e do Palácio Rio Negro (residência de verão da Presidência) em Petrópolis.
No Palácio Rio Negro, o ocupante da função de oficial-de-dia (responsável pelo corpo militar em serviço no dia) era convidado por Vargas para almoçar. Ao exercer a função, Garcez almoçou diversas vezes com Vargas, que o reconhecera. O presidente retomou a conversa sobre os problemas daquelas regiões, relatando a Garcez sua idéia de desmembrar alguns estados e criar os territórios federais.
Em 14/06/1943, Garcez foi nomeado Ajudante de Ordens de Vargas. Nessa época, foram criados os territórios federais do Amapá, Guaporé, Iguaçu e Rio Branco, e nomeados os militares que iriam governá-los, ficando, no entanto, sem governador o território de Rio Branco. Vargas relatou a Garcez não saber quem nomear para o cargo, e este se ofereceu então para ocupar a posição. Assim, em 17/04/1944, foi nomeado Governador do Território Federal do Rio Branco. A nomeação de Garcez deveu-se a sua experiência na região, sua capacidade profissional e a sua relação direta com Vargas. Em 1946, após a deposição de Vargas, Garcez foi exonerado, prosseguindo em sua carreira militar.
Em 1951, com a eleição de Vargas, Garcez (já então no posto de major) foi novamente chamado para trabalhar com o presidente, passando a ocupar os cargos de Chefe de Pessoal da Presidência da República (responsável, inclusive, pela Guarda Pessoal de Vargas) e de Chefe do Serviço de Transportes da Presidência. Dessa forma, esteve ligado, de forma indireta, à polêmica da aquisição dos Rolls Royce presidenciais e ao escândalo que envolveu a Guarda Pessoal no atentado da Rua Toneleros.
Em 1956, esteve à disposição do Ministério da Justiça e Negócios Interiores, como Chefe do Serviço de Radio-Patrulha do Distrito Federal. Em 1962 esteve à disposição da Companhia Siderúrgica Nacional. Passou para a Reserva Remunerada após o Golpe Militar em 1964.
Enê Garcez dos Reis foi casado com Dulce Reis. Faleceu em 2000, com a patente de General.

História arquivística: O acervo é composto de documentos doados em 04 de dezembro de 2006, por Dulce Maria Aleixo Reis do Valle, filha do titular.

Âmbito e conteúdo: A maior parte da documentação é composta de imagens de Getúlio Vargas na presidência da República, em eventos diversos. Ha várias fotografias nas quais Vargas aparece ao lado do titular Enê Garcez dos Reis. Podem ser destacadas também fotografias do velório de Getúlio Vargas, dentro do Palácio do Catete, e fotografias nas quais Vargas aparece ao lado do chefe de sua segurança particular, Gregório Fortunato.

Sistema de arranjo: As fotografias foram identificadas, descritas e ordenadas sequencialmente.

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO EPITÁCIO PESSOA
Código de referência:
BR RJMRAHI EP
Data de produção: 1886 a 1966
Dimensão e suporte: 915 documentos textuais (cerca de 90 cm); 342 fotografias; 114 cartões postais (+7cópias); 05 estampas; 02 desenhos e 11 mapas
Produtor: PESSOA, Epitácio

Biografia: Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa nasceu em Umbuzeiro (PB), em 23 de maio de 1865, filho de José da Silva Pessoa e de Henriqueta Barbosa de Lucena. Bacharelou-se em 1886 na Faculdade de Direito de Recife. Nesse mesmo ano foi nomeado Promotor Público em Bom Jardim (PE), permanecendo até 1887, quando foi transferido para a comarca de Cabo (PE). Em 1889, embarcou para o Rio de Janeiro. Após a Proclamação da República, foi nomeado Secretário Geral do Estado da Paraíba e eleito deputado por este estado à Assembléia Nacional Constituinte e à 1ª Legislatura do Congresso Nacional Constituinte, atuando no período de 1891 a 1893.
Entre 1898 e 1901 exerceu o cargo de Ministro da Justiça e Negócios Interiores do governo Campos Salles, período em que foram elaborados o Código Civil e o Código de Ensino, que modificou a educação secundária e superior. De 1902 a 1912, foi Ministro do Supremo Tribunal Federal e de 1902 a 1905 foi Procurador Geral da República. Presidiu os trabalhos da Junta Internacional de Jurisconsultos, em 1912, no Rio de Janeiro, examinando os projetos para o Código de Direito Internacional Público e Privado. Neste ano, elegeu-se Senador pela Paraíba (1912-1919). Em 1919, embarcou para Paris a fim de presidir a Delegação Brasileira à Conferência da Paz. Nesse mesmo ano, foi eleito Presidente da República, governando de 1919 a 1922. Após este período, atuou como Membro da Corte de Justiça Internacional de Haia (1923-1930); Senador pela Paraíba (1924-1930); Presidente da Junta Pan-americana de Jurisconsultos (1927) e Presidente da Comissão Permanente de Codificação do Direito Internacional Público (1932). Em 1929, participou da campanha da Aliança Liberal que apoiou Getúlio Vargas para Presidente da República.
Foi casado com Francisca Chagas e, após o falecimento desta, com Maria da Conceição Manso Sayão, com quem teve três filhas. Faleceu em 13 de fevereiro de 1942, em Petrópolis (RJ).

História arquivística: A Coleção é composta da doação feita ao Museu Histórico Nacional por Mary Sayão Pessoa, em 1958 (posteriormente transferida ao Museu da República), e das doações feitas ao Museu da República por Helena Pessoa, em 1965, e por Elisabeth Raja Gabaglia Pacheco Leão, em 1998. Constam também documentos incorporados sem registros de procedência.

Âmbito e conteúdo: A Coleção apresenta documentos textuais e visuais retratando, principalmente, o período em que Epitácio Pessoa exerceu a Presidência da República (1919-1922). Nesse contexto, destacam-se: a viagem de regresso ao Brasil, ao ser eleito Presidente, ocasião em que chefiava a delegação brasileira na Conferência da Paz, em Paris; as comemorações do Centenário da Independência do Brasil; a recepção aos reis belgas e outros eventos. Destacam-se também mapas produzidos pela Inspetoria de Obras contra a Seca e documentos sobre a questão de limites territoriais entre São Paulo e Paraná.

Sistema de arranjo:
Série Documentos Visuais, Sonoros e Audiovisuais
        Subsérie Fotografia
        Subsérie Desenho
        Subsérie Estampas
        Subsérie Mapas
Série Correspondência
Série Documentos Pessoais
Série Atividades Sociais e Políticas
Série Produção Intelectual
Série Impressos
Série Documentos Complementares

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

Unidades de Descrição Relacionadas: O IHGB (RJ) também possui acervo do Presidente Epitácio Pessoa.

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COLEÇÃO EURÍPEDES AIRES DE CASTRO
Código de referência:
BR RJMRAHI AC
Data de produção: 1921 a 1985
Dimensão e suporte: 86 fotografias (+4 cópias), 1 desenho, 1 estampa, 05 fitas-cassete (com transcrições), 86 documentos textuais, 121 recortes de jornais, 2 medalhas
Produtor: CASTRO, Eurípedes Aires de

Biografia: Filho de Bernardo Ayres de Araújo Castro e Rosalina Braga de Castro, o sindicalista Eurípedes Aires de Castro nasceu em Parati (RJ), no dia 28 de outubro de 1908. Diplomou-se como eletricista e fez o curso complementar de Engenharia no Colégio Pedro II. Nos anos de 1929 e 1930, trabalhou na Central do Brasil, em serviços de sinalização elétrica. Em 1936, foi admitido no Departamento Nacional do Café para chefiar a oficina de manutenção de máquinas e instalações. Em 16 de julho de 1953 foi eleito presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico, exercendo o cargo até 1955. Ingressou na carreira política e chegou a ser suplente de vereador. Em 6 de agosto de 1962, foi designado para a função de vogal de empregados da Justiça do Trabalho na 6ª Junta de Conciliação e Julgamento.

História arquivística: A Coleção foi doada pelo titular ao Museu da República em 1985.

Âmbito e conteúdo: Reúne documentação textual e oral referente à trajetória do titular como líder sindical dos metalúrgicos, incluindo seus depoimentos sobre a evolução do movimento sindical nesse período e sobre política e assuntos gerais.

Sistema de arranjo:
Série Documentos Visuais, Sonoros e Audiovisuais
        Subsérie Fotografias
        Subsérie Fitas-cassete
        Subsérie Estampas
        Subsérie Desenhos
Série Trajetória Profissional
Série Impressos
Série Correspondências
Série Atividades Sociais e Políticas
Série Documentos Pessoais
Série Produção Intelectual

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO FAMÍLIA PASSOS
Código de referência:
BR RJMRAHI FP
Data de produção: 1806 a 1960
Dimensão e suporte: cerca de 5.592 Documentos Textuais e 1.147 fotografias.
Produtores: PASSOS, Francisco Pereira / OLIVEIRA, Passos / CASTRO, Maria Passos de

Biografia: O engenheiro Francisco Pereira Passos nasceu na cidade de São João Marcos (RJ) em 29 de agosto de 1836, filho de Antônio Pereira dos Passos e Clara Rosa de Oliveira Passos, barão e baronesa de Mangaratiba. Formou-se pela Escola Central de Engenharia e especializou-se pela École de Ponta et Chausés de Paris. Pioneiro no uso de cremalheira na ferrovia para Petrópolis e na Estrada de Ferro Corcovado, entre outras, dirigiu a Estrada de Ferro D. Pedro II (1876-1880) e o estaleiro de Ponta da Areia (1873). Prefeito do Rio de Janeiro (DF) no período de 1902-1906, Pereira Passos teve sua gestão marcada pela remodelação e saneamento da cidade, através da realização de obras que alteram profundamente a paisagem urbana. Foi casado com Maria Rita de Andrade, com quem teve quatro filhos: Francisco de Oliveira Passos, Maria Paula Passos de Castro, Olympia Oliveira Passos e Paulo de Oliveira Passos. Faleceu a bordo do vapor Araguaia em 1º de março de 1913.
Francisco de Oliveiras Passos era filho de Francisco Pereira Passos e Maria Rita César Passos e nasceu no Rio de Janeiro, provavelmente, em 1876. O engenheiro Oliveira Passos venceu, com o “Projeto Áquila”, o concurso para a construção do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi empresário e um dos sócios da Serraria Santa Luzia. Entre 1926 e 1931 foi presidente do Centro Industrial do Brasil. Faleceu no Rio Janeiro em 1958.
Maria Passos de Castro, neta de Francisco Pereira Passos, nasceu no Rio de Janeiro a 12 de junho de 1888 e faleceu na mesma cidade em 14 de dezembro de 1971. Era colecionadora de documentos raros e autógrafos. Desquitada de Rodolpho Malempré, não teve filhos

História arquivística: A coleção Família Passos foi formada artificialmente pela reunião de documentos relacionados à família do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos.
Quase totalidade documentação foi doada pela família Passos ao Museu da República em 1965. A série Maria Passos foi doada por Maria Passos de Castro, neta de Francisco Pereira Passos, ao Museu da República, em 1966. Parte das fotografias foi transferida do Museu Histórico Nacional ao Museu da República em 1980.

Âmbito e conteúdo: A série Pereira Passos é composta em sua maioria de correspondências particulares de Pereira Passos, sua mulher e seus filhos. Há também uma grande quantidade de cartas de terceiros, como Barão do Rio Branco, Ferreira Rosa e outros. São cartas de diversos locais, escritas em diferentes idiomas. As correspondências tratam de economia, agricultura, homenagens, religião, esportes, boas vindas a Pereira Passos, por ocasião, de seu retorno de viagem à Europa; cartas de pêsames pelo falecimento de sua mulher Maria Rita e pelo falecimento de Pereira Passos. Reúne também documentos produzidos após a morte de Passos: menus do navio em que o corpo de Pereira Passos retornou ao Brasil; artigos de jornais e revistas sobre Pereira Passos; documentos de comemoração pela passagem do seu centenário de nascimento; estampas; biografia de Pereira Passos.
Por ter sido prefeito da cidade do Rio de Janeiro existem também documentos administrativos produzidos durante sua gestão: recibos; documentos sobre urbanização; mapas; sugestões sobre obras a serem realizadas na cidade; documentos sobre instrução pública, do Conselho Municipal; estradas de ferro; livro contendo homenagens dos funcionários da Prefeitura do Rio a Pereira Passos; documentos da viagem do prefeito a Londres, a serviço do Ministério dos Negócios da Agricultura e Comércio; propostas apresentadas por Pereira Passos, ao governador Imperial, sobre a execução de obras de abastecimento de água para a cidade do Rio; rascunhos de pareceres técnicos, enviados ao presidente da Junta de Higiene e sobre a construção e uso da habitação popular, em especial, dos cortiços.
Destacam-se ainda documentos referentes à atuação social de Pereira Passos e família: menus; convites; recortes sobre a Exposição Nacional de 1908; desenhos e caricaturas de Pereira Passos; e manuscritos do “Livro de Viagens” e de “Cartas a um amigo”, os dois de autoria de Pereira Passos.
A Série Oliveira Passos é composta, em sua maioria, de cartas escritas pelo titular da série e de terceiros. Oliveira Passos foi o engenheiro responsável pela construção do Teatro Municipal, e a série reúne vários documentos sobre a construção do teatro, como o edital do concurso e recibos. Há também documentos de família sobre o Barão de Mangaratiba, incluindo rascunhos biográficos do barão; mapas de ferrovias e documentos referentes a viagens realizadas por Oliveira Passos.
Maria Passos colecionou, ao longo de vida, documentos referentes à família e terceiros. Assim, a série Maria Passos reúne documentos diversos, tais como: correspondências, inclusive da família real; cartões de felicitações, mensagens de pêsames; santinhos; testamentos; nomeações; diversos recortes sobre literatura; Teatro Municipal; partituras musicais; autógrafos de artistas e intelectuais; documentos referentes à campanha de Eduardo Gomes para a presidência da República, em 1945; álbum fotográfico de coleção numismática e documentos relativos ao Império.

Sistema de arranjo:
Série Pereira Passos
        Subsérie Correspondência
        Subsérie Documentos Pessoais
        Subsérie Documentos Complementares
        Subsérie Diversos
        Subsérie Atividades sociais e políticas
        Subsérie Produção Intelectual
        Subsérie Administração Municipal
        Subsérie Estrada de Ferro
        Subsérie Documentos visuais, sonoros e audiovisuais
        Subsérie Obras Públicas no Império
        Subsérie Borradores
        Subsérie Impressos
Série Oliveira Passos
        Subsérie Correspondência
        Subsérie Impressos
        Subsérie Centenário de Pereira Passos
        Subsérie Teatro Municipal
        Subsérie Falecimentos
        Subsérie Documentos Pessoais
        Subsérie Obras e Projetos
        Subsérie Desenhos, Mapas e Plantas
        Subsérie Falecimentos
Série Maria Passos
        Subsérie Documentos Familiares
        Subsérie Personalidades Diversas
        Subsérie Impressos
        Subsérie Música
        Subsérie Autógrafos
        Subsérie Eduardo Gomes
        Subsérie José Carlos de Carvalho
        Subsérie Família Imperial
        Subsérie Diversos
        Subsérie Antônio Bulhões
        Subsérie Fotografia
Série Fotografia

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO FRANCISCO SÁ
Código de referência: BR RJMRAHI FS
Data de produção: 1867 a 1968
Dimensão e suporte: cerca de 2.274 documentos textuais, 50 fotografias, 01 negativo e 01 caricatura
Produtor: SÁ, Francisco

Biografia: Francisco Sá nasceu em 14 de setembro de 1862, na fazenda Brejo de Santo André (pertencente ao município de Grão Mogol – MG), filho de Francisco José de Sá Filho e Agustinha Josephina de Sá (morta em 1927), irmão de Maria Olyntha, Agustinha, Josephino e Jacintha e neto do Coronel Francisco José de Sá (dono da fazenda) e de Jacintha Francisca de Sá. Francisco Sá se casou com Olga Accioly (nascida em Fortaleza-CE, no dia 16 de outubro de 1869), filha de Antonio Pinto Nogueira Accioly e Maria Thereza de Souza Accioly e neta do senador Pompeu. O casal teve oito filhos.
Francisco Sá ingressou na Escola de Ouro Preto em 1880 e se formou em Engenharia de Minas, no ano de 1884. Logo foi convidado pelo amigo Dr. Carlos Honório Bendicto Ottoni para ser secretário do Governo do Ceará. Depois foi trabalhar como engenheiro na Estrada de Ferro (E. F.) Baturité (CE) e um pouco depois como engenheiro fiscal na E. F. Mogyana (SP). Ajudou o sogro na direção da Fábrica de Tecidos Pompeu & Irmãos. Trabalhou também como engenheiro na Câmara Municipal de Fortaleza e jornalista na Gazeta do Norte.
Em sua carreira política foi deputado da Assembléia Provincial de Minas Gerais pelos municípios de Grão Mogol e Rio Pardo, em 1888, fazendo parte da Comissão da Fazenda e da Comissão de Obras Públicas; e deputado geral pelo Ceará, em 1889. Após a Proclamação da República tornou-se engenheiro fiscal da E. F. Minas e Rio. Trabalhou na Secretaria de Agricultura do Estado de Minas Gerais no governo de Affonso Penna. Enquanto isso, publicava assiduamente artigos e crônicas no jornal Estado de Minas. No governo do dr. Chrispim Bias Fortes (1894 – MG) foi secretário da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, onde atacou os problemas nas malhas ferroviárias. Foi Francisco Sá quem se responsabilizou pelas primeiras medidas administrativas para a construção de Belo Horizonte, a nova capital do Estado. Tornou-se membro da Câmara Federal, de 1897 a 1905, trabalhando sempre em prol das obras públicas, estradas de ferro, agricultura e minas2. Em 1906, é eleito senador pelo Estado do Ceará no governo da República de Affonso Penna e Nilo Peçanha, onde fica até 1909. Neste mesmo ano é chamado para ser ministro da Viação3, em 1910, já com Nilo Peçanha como presidente, assumiu o cargo de Ministro da Viação e Obras Públicas, onde trabalhou para o desenvolvimento de algumas estradas de ferro e Cais do Porto, como a E.F. Central do Brasil, E. F. Oeste de Minas, Cais do Porto em São Cristóvão… Em 1911, é eleito novamente ao Senado pelo estado do Ceará,onde permanece até 1922 trabalhando entre muitos cargos como relator do orçamento da Viação4. De 1922 a 1926, assumiu pela segunda vez o Ministério da Viação, dando continuidade às suas idéias e trabalhos anteriores, também no ramo da engenharia. Em 1927, tornou mais uma vez a ocupar a cadeira de Senador pelo Estado do Ceará. No ano seguinte pediu afastamento do cargo. E no dia 23 de abril de 1936, aos 73 anos, morreu Francisco Sá em sua casa na Avenida Atlântica.
Em sua vida se destacou nas atividades ligadas à Engenharia. Trabalhou em um levantamento sistemático geográfico e geológico do Estado de Minas. Como ministro estimulou o aumento das ferrovias; eletrificou a E. F. Corcovado; organizou as redes mineira, fluminense, baiana e cearense; inaugurou a iluminação elétrica na Capital (Rio de Janeiro, em 1910); criou a Inspetoria Federal de Obras contra as Secas; padronizou as ferrovias; criou um sistema de autofinanciamento para as mesmas; ampliou os portos do Rio e de Santos; reorganizou os serviços dos Correios e Telégrafos; criou a Inspetoria de Navegação; esteve presente no projeto de saneamento da Baixada Fluminense; entre tantas outras coisas.
Atualmente, seu nome está em uma grande avenida de Fortaleza, uma cidade na Zona Norte do Ceará, numa rua na cidade do Rio de Janeiro, em Copacabana e na cidade onde nasceu, a antiga Grão Mogol.

História arquivística: A coleção Francisco Sá foi doada ao Museu da República por Francisco Sá Filho em 1967.

Âmbito e conteúdo: O acervo reúne registros da carreira política e vida pessoal do produtor. É composto por diversos tipos de documentos, dentre eles, telegramas, cartas, cartões com assuntos políticos, administrativos, mapas, plantas, fotografias e recortes de jornal. Há muitos documentos sobre portos (Porto de Caravelas, Bahia, Norte e Nordeste, Rio de Janeiro e Santos, dentre outros) e sobre estradas de ferros (como as estradas de ferro Central do Brasil, Viação Cearense, Leopoldina Railway, Oeste de Minas, estrada de ferro da Bahia, Great Western Railway, entre outras). Também há documentos sobre temas como: baixada fluminense, água e esgoto, energia elétrica, comércio, linhas aéreas, além de assuntos políticos e administrativos relacionados à carreira pública de Francisco Sá.

Sistema de arranjo:
Série Correspondências
Série Diários
Série Portos
Série Recortes
        Subsérie Nacionais
        Subsérie Estrangeiros
Série Orçamentos e Finanças
        Subsérie Seguros e Impostos
Série Transportes
        Subsérie Estradas de Ferro
        Subsérie Geral
Série Comunicações
Série Serviços e Obras Públicas
Série Produção Intelectual
Série Diversos
Série Documentos Visuais
        Subsérie Fotografias

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO GERALDO CALMON
Código de referência:
BR RJMRAHI GC
Data de produção: 1930 a 1954
Dimensão e suporte: 30 documentos textuais; 02 fitas de tecido; 45 fotografias; 02 discos e 03 filmes.
Produtor: CALMON, Geraldo

Biografia: Geraldo Calmon Costa nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 17 de dezembro de 1917, mas passou seus primeiros anos de vida na cidade de Natal (RN). No início dos anos 30 retornou à capital federal para dar continuidade aos estudos. Ingressou no curso de Direito e logo se engajou no movimento estudantil, aderindo às idéias queremistas.
Em 1945, conheceu o presidente Getúlio Vargas, no Palácio do Catete, quando este recepcionou um grupo de estudantes da capital federal, e logo estreitaram ligações. Foi um dos fundadores do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e acompanhou Getúlio Vargas, após sua deposição. Concorreu a Câmara dos Vereadores em 1946, porém não se elegeu e ficou com uma das vagas de suplente.
Com o retorno de Getúlio Vargas ao poder em 1950, através do voto popular, Calmon foi chamado para desempenhar o papel de seu secretário de confiança, sendo designado para cumprir missões especiais. Permaneceu nesse cargo até a morte do presidente em 24 de agosto de 1954.
Em reconhecimento à sua fidelidade e serviços prestados, foi nomeado titular da 17ª Vara Cível (1950-1960). Em 1960, solicitou remoção para o 1º Ofício de Registro e Título de Documentos, permanecendo aí até 1987, quando saiu por aposentadoria compulsória.
Foi casado com Solange Calmon Costa e tiveram quatro filhos: Geraldo, Jorge, Elizabeth e Ana Cristina. Faleceu em 28 de agosto de 1996, no Rio de Janeiro.

História arquivística: O acervo foi doado por Geraldo Calmon Costa Júnior (oficial titular do 1º Ofício do Registro de Títulos e Documentação), filho mais velho do titular, ao Arquivo Histórico do Museu da República no ano de 1999.

Âmbito e conteúdo: A coleção compõe-se basicamente de documentos referentes ao presidente Getúlio Vargas.

Sistema de arranjo:
Série Documentos Visuais, Sonoros e Audiovisuais
        Subsérie Fotografia
        Subsérie Disco
        Subsérie Filme
Série Impressos
Série Correspondência
Série Produção Intelectual
Série Documentos Complementares

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO GETÚLIO VARGAS
Código de referência:
BR RJMRAHI GV
Data de produção: 1825 a 1984
Dimensão e suporte: cerca de 291 documentos textuais; 16 álbuns (com um total de 2.650 fotografias); 203 fotografias avulsas, 2 estampas e 6 discos
Produtor: VARGAS, Getúlio / produtores não identificados

Biografia: Getúlio Dornelles Vargas nasceu em São Borja (RS), no dia 19 de abril de 1882, filho do casal Manuel do Nascimento Vargas e Cândida Dornelles Vargas.
Diplomou-se bacharel pela Faculdade de Direito de Porto Alegre em 1907. Elegeu-se Deputado Estadual pelo Partido Republicano Rio-Grandense durante os períodos 1909/1912 e 1917/1921. Foi eleito Deputado Federal pelo mesmo partido, assumindo a liderança de sua bancada. No governo Washington Luís, assumiu a função de Ministro da Fazenda entre 1926 e 1927. Em seguida, elegeu-se Presidente do Rio Grande do Sul pelo período 1928/1930. Em 1930 candidatou-se à Presidência da República pela Aliança Liberal e, não sendo eleito, tomou o poder através da Revolução de 30, assumindo a chefia do Governo Provisório de 1930 a 1934. Um de seus primeiros atos no governo foi a revogação de Constituição de 1891. Entre outras instituições, criou, neste período, o Ministério da Educação e Saúde, responsável pela reforma do ensino secundário e superior, e o Ministério do Trabalho, que deu nova orientação à Justiça Trabalhista. Demitiu os Governadores, nomeando Interventores para os estados (com exceção de Minas Gerais). Pressionado pela Revolução Constitucionalista de 1932, Vargas convocou uma Assembléia Constituinte em 1933, que promulgou a nova Constituição em 1934. Em 16 de julho deste ano, Vargas foi eleito pelos deputados constituintes Presidente da República. Em 10 de novembro de 1937, Getúlio Vargas deu um golpe de estado, instaurando a ditadura do Estado Novo que o manteve no poder até 1945. Em 1937, ele dissolveu todos os partidos políticos e criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP). Durante o Estado Novo, foram fundadas a Usina Siderúrgica Nacional, a Companhia Vale do Rio Doce e o Conselho Nacional de Petróleo.
Com volta da democracia em 1945, Getúlio atuou em dois partidos: o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e o PSD (Partido Social Democrata), sendo eleito Senador na Assembléia Nacional Constituinte de 1946 na legenda do PSD (RS). Em 1950, foi eleito novamente Presidente da República (PTB), desta vez pela via democrática. Contudo, seu governo enfrentou forte oposição. Esta endureceu em 1954, apoiada em uma série de denúncias de corrupção. A situação piorou com a tentativa de assassinato do político e jornalista Carlos Lacerda – forte opositor de Vargas –, na qual veio a falecer o Major Rubens Vaz, que o acompanhava. O crime teria sido encomendado por Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente. Pressionado entre a renúncia ou a deposição, Getúlio Vargas acabou se suicidando, em seu quarto, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, em 24 de agosto de 1954.
Casou-se com Darcy Lima Sarmanho em 1911, e desse casamento nasceram os filhos Lutero, Jandira, Alzira, Manuel Antônio e Getúlio.

História arquivística: Coleção formada artificialmente pelos funcionários do Museu da República, a partir da reunião de transferências de documentos do Museu Histórico Nacional e de doações avulsas diversas. Não foi identificada a data de criação da coleção. Há relatos de que, entre os documentos vindos do MHN, estariam itens doados diretamente por Vargas àquela instituição, enquanto exercia a presidência da República.

Âmbito e conteúdo: A Coleção Getúlio Vargas reúne textos, discursos, declarações, destacando-se: avaliações sobre o governo Vargas; correspondência sobre assuntos pessoais e políticos; documentos referentes à nomeações, promoções e concessões de títulos; e diplomas a terceiros. Há também documentos pessoais pertencentes a Getúlio Vargas e sua família, tais como diplomas, títulos, homenagens, estampas, discos, recortes de jornais, cartões de visita e blocos de anotações; documentos produzidos após o falecimento de Getúlio Vargas, relativos às investigações sobre sua morte, seu aniversário e questões políticas. Há ainda fotografias e cartões postais com registros de Vargas, seus familiares, personalidades e manifestações políticas. Constam, também, álbuns fotográficos de diversas instituições, cidades e países, oferecidos a Getúlio Vargas.

Sistema de arranjo:
Série Correspondência
Série Documentos Complementares
Série Documentos Diversos
Série Departamento de Imprensa e Propaganda
Série Documentos Pessoais
Série Documentos Visuais, Sonoros e Audiovisuais
        Subsérie Fotografia
        Subsérie Estampa
        Subsérie Disco
Série Homenagens
Série Impressos
Série Produção Intelectual

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

Unidades de descrição relacionadas: O Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas (FGV) possui um grande acervo relacionado a Getúlio Vargas.

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COLEÇÃO: JENNY DREYFUS
Código de referência:
BR RJMRAHI JD
Data de produção: 1788 a 1960
Dimensão e suporte: 899 documentos visuais (+758 cópias)
Produtor: DREYFUS, Jenny

Biografia: Jenny Dreyfus nasceu em 10 de setembro de 1905, em Pelotas (RS), filha de Jeronymo Dreyfus e Blanche Meyer Dreyfus. Professora de ensino de primeiro grau, pertenceu ao Quadro Permanente do Ministério de Educação e Cultura, com lotação no Colégio Professor Clovis Salgado. Diplomada museóloga, em 1940, pelo Curso de Museu do Museu Histórico Nacional, participou da comissão designada para a reformulação do registro do curso e respectivos currículos. Ainda no Curso de Museus, foi designada professora de Sigilografia e Filatelia (1946), de Artes Menores (1946) e de Cursos Isolados (1946 a 1975). Paralelamente ao exercício das funções de professora de Cursos Isolados, exerceu o cargo de Conservadora de Museus. Em 1960, assumiu a direção do Museu da República, permanecendo até 1973.
Faleceu em 1986, no Rio de Janeiro.

História arquivística: Doação de Jenny Dreyfus ao Museu da República, em 1976.

Âmbito e conteúdo: Esta coleção reúne ex-libris nacionais e estrangeiros de diversas personalidades e entidades coletivas. Existem, também, provas de ex-libris (inclusive defeituosas) e ex-libris comemorativos, em grande parte acompanhados de fichas que contêm informações sobre cada peça. Destacam-se temas exóticos, simbólicos, religiosos e o trabalho de artistas renomados como José Watsh Rodrigues, Alberto Lima, Oswaldo Silva e Bruno Collich, Há ainda ex-libris de autoria da própria titular.

Sistema de arranjo:
Série Documentos visuais, sonoros e audivisuais
        Subsérie Ex-libris
                Dossiês:
                1. Dossiê contendo ex-libris pessoais nacionais das letras A e B
                2. Dossiê contendo ex-libris pessoais nacionais das letras C a F.
                3. Dossiê contendo ex-libris pessoais nacionais das letras G a M.
                4. Dossiê contendo ex-libris pessoais nacionais das letras N a Z.
                5. Dossiê contendo ex-libris estrangeiros das letras A a V.
                6. Dossiê contendo ex-libris de entidades coletivas das letras A a U.
                7. Provas de ex-libris de entidades coletivas e comemorativas.
                8. Dossiê contendo ex-libris comemorativos de entidades coletivas.

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO J. J. SEABRA
Código de referência:
BR RJMRAHI JJS
Data de produção: 1892 a 1985
Dimensão e suporte: 88 documentos textuais e 17 fotografias
Produtor: SEABRA, J. J

Biografia: José Joaquim Seabra nasceu em Salvador no dia 21 de agosto de 1855. Filho de José Joaquim Seabra e Leopoldina Alves Seabra, concluiu os primeiros estudos em Salvador, ingressando na Faculdade de Direito em Recife. Bacharelou-se em 1877 e, de volta à Bahia, foi nomeado primeiro promotor público de Salvador pelo então presidente da província, Henrique Pereira de Lucena. Em 1889, elegeu-se deputado geral pela Bahia, mas devido à proclamação da República não chegou a assumir o mandato. Em 1891, foi eleito deputado pela Bahia à Assembléia Constituinte.
Após promover oposição ao marechal Floriano Peixoto, participando em 1892 das manifestações públicas que visavam à sua deposição, foi deportado para Cucuí, no alto Amazonas.
Anistiado logo depois, voltou aos trabalhos na Câmara Federal e foi líder da maioria na Câmara no último ano da presidência de Campos Sales (1898-1902). Em 15 de novembro de 1902, renunciou ao mandato para assumir o Ministério de Interior e Justiça do governo Rodrigues Alves. Foi Presidente do Estado da Bahia por duas ocasiões. Em 1922, foi candidato à vice-presidência da República na chapa da Reação Republicana, encabeçada por Nilo Peçanha. Eleito para a Assembléia Nacional Constituinte de 1933 na legenda “A Bahia ainda é a Bahia”, J. J. Seabra atuou em oposição a Vargas, que o colocou em minoria dentro da bancada baiana, liderada por Antônio Garcia Medeiros Neto. Discordou publicamente da realização de eleições presidenciais, antes de ser aprovada a nova Carta Constitucional, e criticou a prorrogação dos mandatos dos deputados da Assembléia até outubro de 1934, quando se realizaram novas eleições para a Câmara Federal.
Casado com Amélia de Freitas, teve quatro filhos. Faleceu em 5 de dezembro de 1942, no Rio de Janeiro.
História arquivística: Doação de Anna Maria Ribeiro Seabra, sobrinha-neta do titular, ao Museu da República, em dois momentos: 13 de junho de 1996 e 27 de março de 1998.
Âmbito e conteúdo: A documentação apresenta vários aspectos e fases da vida pública do titular – exílio em Cucuí, no Alto Amazonas, eleições governamentais na Bahia, campanha à vice-presidência da República na chapa de Nilo Peçanha, homenagens. Há também a série Mário de Vasconcellos Ribeiro, com documentos que caracterizam um caso de perseguição política por parte do interventor da Bahia, Juracy Magalhães.

Sistema de arranjo:
Série Documentos visuais, sonoros e audiovisuais
        Subsérie Fotografia
Série Impressos
Série Mário Vasconcellos Ribeiro

Condições de acesso: Aberto à consulta.
Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO: LÚCIO MEIRA
Código de referência:
BR RJMRAHI LM
Data de produção: 1950 a 1992
Dimensão e suporte: 544 documentos textuais, 688 fotografias e 14 discos.
Produtor: MEIRA, Lúcio

Biografia: Lúcio Martins Meira nasceu em Petrópolis (RJ) no dia 3 de março de 1907, filho de Bernardo Martins Meira e de Isabel de Sousa Meira. Fez seus primeiros estudos no Colégio São Vicente de Paula, em sua cidade natal. Em 1923, ingressou na Escola Naval no Rio de Janeiro, saindo guarda-marinha em 1927. Nesse ano foi promovido a segundo-tenente e, em 1929, a primeiro-tenente. Em março de 1932, ingressou no Clube 3 de Outubro (organização criada em 1931 congregando as correntes tenentistas partidárias da manutenção e aprofundamento das reformas instituídas pela Revolução de 1930). Promovido a capitão-tenente, freqüentou a Escola de Aviação Naval, cujo curso concluiu em 1934. No ano seguinte formou-se oficial-aviador naval, além de fazer o curso de submarinos.
Em 1942, diplomou-se em engenharia civil pela Escola Nacional de Engenharia (RJ), e ainda nesse ano foi promovido a capitão-de-corveta. Durante a 2ª Guerra, comandou o submarino Humaitá, posição que ocupou durante apenas um mês, pois em 11 de fevereiro de 194 foi nomeado interventor federal no Estado do Rio de Janeiro. Em junho de 1946 foi promovido a capitão-de-fragata e, em setembro do mesmo ano, deixou a interventoria fluminense. A partir de janeiro de 1947, comandou o Quartel dos Marinheiros, de onde saiu em junho do mesmo ano para cursar a Escola de Guerra Naval. De outubro de 1949 a junho de 1950, foi chefe do Estado-Maior do I Distrito Naval, no Rio de Janeiro e, de então ao início do ano seguinte, na condição de comandante do navio-tanque Ilha Grande, fez várias viagens ao exterior.
Em 1951, com a posse de Getúlio Vargas na Presidência da República, foi nomeado subchefe do Gabinete Militar, chefiado pelo general Ciro do Espírito Santo Cardoso. Em agosto foi ainda designado para exercer as funções de representante da Marinha na Comissão de Desenvolvimento Industrial (CDI) da Presidência da República, criada no mês anterior. Como membro do CDI, Lúcio Meira assumiu a direção do grupo responsável pela implantação da indústria automobilística, denominado “Subcomissão sobre as possibilidades de se transformar a Fábrica Nacional de Motores (FNM)”. Em março de 1952, Lúcio Meira foi promovido a capitão-de-mar-e-guerra. Em 1954, com a mudança de governo, Lúcio Meira deixou o Gabinete Militar da Presidência e foi designado pra servir no Estado- Maior da Armada. Permaneceu, nesse posto até o ano seguinte, quando passou a comandar a Base Naval de Salvador. Com a vitória de Juscelino Kubitschek para presidente da República, em outubro de 1955, foi designado para assumir para o Ministério da Viação e Obras Públicas.
Em junho de 1958, Lúcio Meira foi promovido ao posto de contra-almirante e, em março de 1959, a vice-almirante. Em julho do mesmo ano, assumiu a presidência do BNDE, em substituição a Roberto Campos. Em setembro de 1960, Lúcio Meira deixou o cargo de diretor-superintendente do BNDE e, em fevereiro do ano
seguinte, no início do governo Jânio Quadros, assumiu a presidência da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e dos grupos executivos da Indústria de Máquinas Agrícolas e Rodoviárias (GEIMAR). Eleito presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia em maio de 1963, no ano seguinte deixou a presidência da CSN, sendo transferido para a reserva no posto de almirante-de-esquadra. Na reserva, recebeu a quinta estrela, passando ao posto de almirante
Casou-se com Helena Celso Meira, com quem teve uma filha. Faleceu em 24 de dezembro de 1991.

História arquivística: O acervo foi doado por Isabel Celso Meira, filha do titular, ao Museu da República, em novembro de 1995.

Âmbito e conteúdo: O arquivo apresenta documentos textuais, visuais e audiovisuais retratando a atuação do titular no processo de industrialização brasileira, principalmente nos governos de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek, sobretudo nos assuntos relacionados à indústria automobilística, à indústria de construção naval e à siderurgia. Destaca-se a documentação produzida durante sua gestão na Comissão de Desenvolvimento Industrial e no Ministério da Viação e Obras Públicas.

Sistema de arranjo:
Série Correspondência
Série Produção intelectual
Série Impressos
Série Documentos pessoais
Série Documentos visuais, sonoros e audivisuais
        Subsérie Fotografias
        Subsérie Disco
Série Desenvolvimento Industrial
        Subsérie ALAC
        Subsérie Conselho de Desenvolvimento Industrial
        Subsérie Comissões Executivas
        Subsérie Conselho Nacional de Economia
        Subsérie Grupos Executivos
        Subsérie Diversos
        Subsérie Ministério da Viação e Obras Públicas

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO MACHADO DE ASSIS
Código de referência:
BR RJMRAHI MA
Data de produção: 1890 a 1989 e s/d
Dimensão e suporte: 46 documentos textuais, 20 fotografias e 1 disco
Produtor: ASSIS, Machado de

Biografia: O escritor Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839, filho de Francisco de Assis e da portuguesa Maria Leopoldina Machado de Assis. Foi poeta, romancista e contista, tendo produzido ainda crônica e peças para teatro. Seus escritos são considerados entre os mais significativos da história da literatura brasileira. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras e seu primeiro presidente. Entre outras obras, estão “Americana” (1875), poesia; “Memória Póstuma de Brás Cubas” (1881), “Quincas Borba” (1891), “Dom Casmurro” (1899), “Esaú e Jacó” (1904), “Memorial de Ayres” (1908), “Romana”; “Papéis avulsos” (1882), “Histórias sem data” (1884), “Várias Histórias” (1896).
Casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais e faleceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 29 de setembro de 1908, dois anos depois de sua esposa.

História arquivística: A coleção é composta por documentos isolados, provavelmente, comprados de Laura Leitão de Carvalho, filha de Sara Leitão, sobrinha da esposa do titular, pelo Ministério da Educação e Cultura e transferidos ao Museu da República em 1979.

Âmbito e conteúdo: A coleção apresenta documentos textuais e visuais retratando, principalmente, a vida pessoal do escritor, através de cartas à sua esposa – Carolina Machado de Assis – e à sobrinha desta – Sara Leitão –, o testamento do titular, retratos de familiares e de objetos pessoais. No disco, encontra-se registrada uma gravação de poemas e prosa de Machado de Assis, interpretados por diversos artistas, com direção musical de Pixinguinha, realizado para comemorar a passagem do cinqüentenário da morte do escritor. Encontra-se, ainda, nos impressos a discussão sobre o destino do acervo do escritor e outros aspectos de sua vida e obra.

Sistema de arranjo: O plano de arranjo adotado para a coleção apresenta as seguintes séries e subséries:
Série Documentos visuais, sonoros e audiovisuais
        Subsérie Fotografia
        Subsérie Disco
Série Correspondência
Série Documentos pessoais
Série Impressos
Série Documentos complementares

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

Unidades de descrição relacionadas: A maior parte do acervo deste escritor está na Academia Brasileira de Letras.

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COLEÇÃO: MARIA LENK
Código de referência:
BR RJMRAHI ML
Data de produção: 1932 a 1986
Dimensão e suporte: 5 fotografias (sendo 2 cópias); 1 texto de Maria Lenk sobre Getúlio Vargas; 1 carta de Maria Lenk a Getúlio Vargas; 9 folhas de livro impressas; 1 convite da Escola Técnica de Aviação; vários recortes de jornais e revistas.
Produtor: LENK, Maria

Biografia: Maria Emma Hulda Lenk Zigler nasceu em 15 de janeiro de 1915, em São Paulo, filha de Paulo Lenk e Rosa Lenk. Pioneira da natação no Brasil, foi também professora dirigente da Escola Nacional de Educação Física e Desportos, atuando como grande incentivadora de desportos. Foi a primeira mulher sul-americana a participar de uma Olimpíada – os jogos olímpicos de 1932 em Los Angeles. Em São Paulo, o rio Tietê foi palco de várias competições nos anos 20 e 30, tendo Maria Lenk vencido as travessias de 1932, 1933, 1934 e 1935, sendo campeã na especialidade nado de peito e costas. Participou dos campeonatos sul-americanos, do primeiro campeonato de Paulista de Natação Feminina, vencendo todas as provas de 100 metros em nado livre e nado de costas e de 200 metros em nado de peito. Participou dos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936, chegando às semifinais.

História arquivística: Doação da titular ao Museu da República em 1999.

Âmbito e conteúdo: A coleção é composta principalmente de recortes de jornais e revistas nos quais aparece Maria Lenk ao lado de Getúlio Vargas, Maria Lenk na Escola Nacional de Educação Física, além de recortes sobre Vargas e atividades públicas.Há também fotografias de Maria Lenk em eventos esportivos e solenidades. Há ainda um texto produzido por Maria Lenk ressaltando a importância da atuação governamental de incentivo ao esporte.

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO: MEMÓRIA DA CONSTITUINTE
Código de referência:
BR RJMRAHI MC
Data de produção: 1985 a 1989
Dimensão e suporte: Cerca de 21.700 documentos (84.000 folhas) impressos, datilografados, manuscritos; 181 fotos, p&b e color, 30 x 40 cm; 11 folhas, 304 contatos; 51 tiras de negativos p&b; 119 cartazes; 01 transparência; 09 adesivos; 14 originais de arte; 104 fitas de vídeo, 10 cópias BETAMAX, VHS, U-MATIC; 476 fitas cassete; 06 cópias; 53 disquetes 51/4; 5 fitas magnéticas; 11 microfilmes; 3 fitas de base de dados.
Produtores: Centro Pró-Memória da Constituinte; Comissão Provisória de Estudos Constitucionais (CEC)

História Administrativa: A Coleção “Memória da Constituinte” é composta por documentos acumulados pela Comissão Provisória de Estudos Constitucionais (CEC) e pelo Centro Pró-Memória da Constituinte (CPMC), no período de 1985 a 1988, tendo com temática central o processo de discussão e participação popular que levou à Constituição promulgada em 05 de outubro de 1988. No acervo estão, principalmente, o material de trabalho da CEC e do CPMC, incluindo tanto os estudos, pesquisas, enquetes, abaixo-assinados, sugestões e relatórios que lhe serviram de subsídio, como aqueles produzidos em meio às suas atividades. Além disso, o CPMC reunia significativo material produzido pela Assembléia Nacional Constituinte (ANC), como fotografias, projetos, emendas e resoluções. Há também fotografias que registram os dos trabalhos da CEC, do CPMC e da ANC, além da presença da sociedade no processo constituinte. Há uma grande variedade de cartilhas, livros, cartazes e publicações de organizações do Estado e da sociedade civil, envolvendo entidades e grupos como União das Nações Indígenas, Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, MST, Comissão Nacional Criança e Constituinte, CONTAG, Pastoral Operária, CUT, ABI, entre outros. Há também vasto material audiovisual, com debates e depoimentos de diversos constituintes e personagens de trajetória pública reconhecida, como Hélio Jaguaribe, Jorge Amado, Miguel Reale Jr. e Alberto Venâncio Filho. Os assuntos abordados nesse material audiovisual incluem reforma agrária, legalização do aborto, direitos do preso, regulamentação das profissões, exploração do sub-solo de terras indígenas, pena de morte, entre outros. Há ainda painéis e desenhos de artistas brasileiros – como Millôr Fernandes, Carlos Scliar, Zélio Alves Pinto, Glauco, Athos Bulcão, entre outros – que foram convidados a participar, expressando o momento de reconstrução do exercício democrático no país por meio da sua arte. Finalmente, um grande volume de cartas pessoais, enviadas ao Congresso de diferentes regiões do país, com sugestões para o texto constitucional, é o grande destaque do acervo. Tais cartas (a grande maioria manuscrita) expressam pensamentos, opiniões e aspirações de pessoas comuns, com os mais diferentes graus de instrução.

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COMISSÃO PROVISÓRIA DE ESTUDOS CONSTITUCIONAIS (CEC)
A CEC foi criada pelo decreto nº 91.450, de 18/07/1985 e inaugurada em 03/09/1985, em Brasília, atuando também no Rio de Janeiro. Sua criação fazia parte dos projetos de Tancredo Neves e seria um dos primeiros atos do Executivo após sua posse na presidência da República. Ela deveria ser formada por juristas conhecidos e representantes dos diversos setores sociais, tendo a incumbência de elaborar um esboço de anteprojeto constitucional, com base no saber jurídico de seus membros, nas reivindicações dos setores representados na Comissão e nas idéias do povo. O presidente José Sarney manteve os planos de Tancredo Neves, afirmando no discurso de inauguração da CEC: “Eles não se reunirão para ditar aos constituintes que textos devem aprovar ou não. Eles irão reunir-se para ouvir a Nação, discutir com o povo as suas aspirações, estimular a participação da cidadania no processo de discussão da natureza e fins do Estado, e estimulá-la a escolher bem os delegados constituintes”.
A CEC foi composta por 50 brasileiros designados pelo presidente da República e presidida por um de seus membros (Afonso Arinos de Mello Franco). Tinha 10 meses, a partir da instalação, para apresentar ao Presidente José Sarney um relatório final dos trabalhos, sob a forma de anteprojeto de Constituição, contendo sugestões e propostas que refletissem as aspirações dos diversos segmentos da sociedade brasileira.
A Comissão era composta de Plenário, Presidência, Comitê Geral, Secretarias Geral e Executiva, Comitê de Sistematização Constitucional, Comitê de Redação, Comitês Seccionais (Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo,
Belo Horizonte, Recife), 10 Comitês de Estudos Temáticos e Comitês Consultivos. A Secretaria Executiva da Comissão, coordenada por Mauro Santayanna, foi sediada em Brasília e a Secretaria Geral, sob a responsabilidade de Ney Prado, foi instalada no Banco Central. A comissão de Estudos Constitucionais contou com o apoio da FGV (Fundação Getúlio Vargas), do SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados do Senado Federal) e da EMBRATEL (Empresa Brasileira de Telecomunicações) para tratamento das informações acumuladas.
A FGV, através de suas unidades, encarregou-se do levantamento, seleção, indexação e processamento informático das sugestões enviadas pela sociedade. Desta forma, O INDIPO (Instituto de Direito público e Ciência Política) procedeu a recepção, triagem e síntese das sugestões; a Biblioteca realizou a indexação, catalogação e digitação das sínteses e textos originais; o CPD (Centro de Processamento de Dados) incumbiu-se da emissão de listagens periódicas cumulativas, contendo sínteses, índices de autores e de assuntos, indicação numérica das sugestões, por matéria e segundo a procedência geográfica.
Quantos aos trabalhos produzidos pela Comissão, eles receberam tratamento informático dado pelo SERPRO e difundido pela EMBRATEL, via sistema Cirandão. Instalou-se um microcomputador na Secretaria Geral da CEC interligado, via telefônica, à Rede EMBRATEL para utilização dos serviços do Cirandão Mensagens que foi um “serviço de disseminação eletrônica de informações para consulta instantânea a quadros de aviso eletrônicos, através de telas de microcomputadores ligados à rede EMBRATEL”. Nas telas constariam: quadro para cada uma das Seccionais e Comitês Temáticos com informes relativos às atas e aos trabalhos apresentados; quadros de avisos com informações sobre membros da CEC, sugestões recebidas e anteprojeto da Constituinte.
Desta forma, coube ao SERPRO a responsabilidade pela Base de Dados sobre as constituições brasileiras e estrangeiras e pela documentação dos trabalhos da Comissão, procedendo a análise, a preparação e o cadastramento dos dados com assistência de professora do INDIPO-FGV. Em relação à EMBRATEL, a instituição encarregou-se do assessoramento para o uso dos Serviços Cirandão Mensagem e da cessão gratuita da Rede EMBRATEL para execução dos serviços.
A CEC encerrou seus trabalhos em 18/09/1986. Após esta data, as sugestões da sociedade deveriam ser enviadas à Fundação Nacional Pró-Memória que ficaria responsável pelo repasse à Assembléia Nacional Constituinte. Além disso, em 31/07/1986, a CEC assinou um termo de convênio com essa fundação, através do qual comprometia-se a doar, após o término dos trabalhos, o acervo documental decorrente de suas atividades. Assim, a Fundação ficaria responsável pela guarda, preservação e difusão do acervo, sendo as suas competências: guardar o material recebido em instalações adequadas; “incluir a guarda, a preservação e a difusão do acervo na programação do projeto Memória da Constituinte”; organizar, cientificamente, e informatizar os dados; alocar pessoal especializado para tratamento dos dados, guarda e preservação do acervo; “assegurar aos membros da Comissão, autoridades, pesquisadores e ao público em geral acesso aos dados do acervo e sua utilização”; manter contato com a Assembléia Nacional Constituinte para informá-la sobre o material disponível.

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CENTRO PRÓ-MEMÓRIA DA CONSTITUINTE (CPMC)
O Centro Pró-Memória da Constituinte (CPMC) foi criado pela Fundação Pró-Memória, órgão do Ministério da Cultura, tendo sua sede no Rio de Janeiro inaugurada em 31/07/1987, além de núcleos nas cidades de Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Ouro Preto. O Centro foi responsável por um banco de informações utilizado como ponte entre a sociedade e a Assembléia Nacional Constituinte, tendo um de seus computadores ligados diretamente à Brasília e funcionando 24 horas. As consultas dos usuários podiam ser por telefone, via correio ou pessoalmente no Centro. Os serviços eram públicos e gratuitos, patrocinados pelo CNPQ (Conselho Nacional de Pesquisa) e pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). A equipe era composta por historiadores, advogados, jornalistas e documentaristas.
Segundo consta na documentação, o Centro fez parte do programa Memória da Constituinte, criado em 16/10/1985 pela portaria nº 170, com a finalidade de “resgatar, registrar e divulgar, em âmbito nacional, informações sobre os debates e movimentos significativos referentes à Assembléia Constituinte”, tendo a tarefa de centralizar e organizar informações sobre a Constituinte e discussões suscitadas por ela, visando atender constituintes, meios de comunicações e outros segmentos da sociedade.
Com a extinção da Fundação Nacional Pró-memória, o acervo do CPMC (composto por documentação do próprio Centro e da CEC) foi recolhido, em 1990, ao Museu da República.

História arquivística: Segundo informações obtidas através de pesquisas na documentação do Museu da República e de entrevista com Francisca Helena Barbosa Lima, profissional da área de documentação que trabalhou no CPMC, o acervo foi recolhido ao Museu da República em 1990.

Âmbito e conteúdo: A coleção “Memória da Constituinte” é composta por documentos acumulados pela Comissão Provisória de Estudos Constitucionais (CEC) e pelo Centro Pró-Memória da Constituinte (CPMC), no período de 1985 a 1988, tendo como temática central o processo de discussão que levou à Constituição promulgada em 05 de outubro de 1988.
Destacam-se as sugestões encaminhadas pela população em geral e por diversas entidades e movimentos populares organizados, além de documentos oriundos das reuniões da CEC e da Constituinte.

Sistema de arranjo:
Série Comissão Provisória de Estudos Constitucionais (CEC)
        Subsérie Plenário, comitês e seccionais
        Subsérie Sugestões da sociedade
        Subsérie Estrutura e funcionamento
Série Centro Pró-Memória da Constituinte (CPMC)
        Subsérie Assembléia Nacional Constituinte
        Subsérie Participação da sociedade
        Subsérie Enquetes, pesquisas e outras atividades
        Subsérie Inauguração
        Subsérie Gestão e informação
Série Recortes

Unidades de descrição relacionadas: O Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados, em Brasília, contém alguns documentos iguais e outros que se complementam à essa Coleção.

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COLEÇÃO: NILO PEÇANHA
Código de referência:
BR RJMRAHI NP
Data de produção: 1871 a 1967 e sem data.
Dimensão e suporte: Cerca 23.000 documentos textuais; 547 fotografias
Produtores: PEÇANHA, Nilo / PEÇANHA, Anita

Biografia: Nilo Procópio Peçanha nasceu na cidade de Campos dos Goitacazes (RJ) em 02 de outubro de 1867, filho de Sebastião de Sousa Peçanha e Joaquina Anália de Sá Freire. Formou-se bacharel pela Faculdade de Direito de Recife em 1887 e, retornando a Campos, dedicou-se à advocacia no período de 1888 a 1890. Foi um dos criadores e também presidente do Clube Republicano em Campos. Elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte (1890-1891) e deputado federal pelo Partido Republicano Fluminense (1891-1903), tornando-se senador em 1903. Renunciou a esse mandato para ser presidente do estado do Rio de Janeiro (1903-1906) e, a seguir, vice-presidente da República (1906-1909). Em decorrência da morte do titular, Afonso Pena, assumiu a Presidência da República de 1909 a 1910.
Retornou ao Senado pelo Estado do Rio de Janeiro em mais dois mandatos (1912-1914 e 1918-1920). Exerceu ainda a Presidência do Estado do Rio de Janeiro (1914-1917) e o cargo de ministro das Relações Exteriores (1917). Em 1921, foi candidato à presidência da República pelo movimento Reação Republicana.
Foi casado com Anita Belisário Peçanha. Faleceu em março de 1924, no Rio de Janeiro.

História arquivística: O Arquivo Nilo Peçanha foi composto, predominantemente, das doações feitas por Anita Belisário Peçanha, viúva do titular, em 1948, e por Armênia Peçanha, irmã do titular, em 1960, ao Museu Histórico Nacional. A documentação foi transferida para o Museu da República nos anos de 1977 e 1983. Formam o acervo, também, documentos avulsos doados diretamente ao Museu da República, em 1967, por Fernando Bruno Pinto, Mário Barreto Franca e Edmundo B. Pinto e uma doação, sem data, feita por Moacyr Colombo. Existem ainda, registros de doações realizadas ao Museu da República nos anos de 1966, 1973 e 1978, sem indicações relativas à sua procedência, bem como registros de doações sem quaisquer informações
sobre procedência e data. Embora o acervo seja formado, predominantemente, por documentos produzidos e acumulados pelo titular, também constam documentos sobre Peçanha colecionados por terceiros.

Âmbito e conteúdo: O acervo compreende registros da vida privada e pública do titular, que ao longo do exercício de suas funções acumulou uma vasta documentação. Reúne cerca de 20.000 correspondências, divididas em dossiês e organizadas cronologicamente, recebidas pelo titular e terceiros (em menor volume). Destacam-se como principais assuntos entre as correspondências recebidas pelo titular: pedidos de favorecimentos diversos, valendo-se da sua influência política; cumprimentos e congratulações por sua atuação frente a cargos executivos, legislativos e diplomáticos; informações sobre questões políticas, municipais, estaduais e nacionais, jurídicas financeiras e pessoais.
Entre as questões políticas destacam-se aquelas referentes à administração pública; alianças e articulações; pleitos eleitorais; sucessões presidenciais; criação do Ministério da Agricultura; importação e exportação; economia cafeeira; Reação Republicana. Sobre as relações internacionais há documentos relativos às relações diplomáticas estabelecidas pelo Estado brasileiro, com ênfase na participação do país na Guerra Mundial (1914-1918). Entre os assuntos da política fluminense são mais freqüentes aqueles referentes ao desenvolvimento industrial; às atividades político-partidárias e aos processos eleitorais. Entre os principais assuntos na correspondência para terceiros figuram os processos eleitorais e pedidos de favorecimentos diversos.
A Coleção conta ainda com desenhos técnicos de motores de automóveis e plantas de terrenos, recortes de jornais e revistas sobre política e assuntos referentes à gestão pública do titular. Reúne produções de Nilo Peçanha e de outros personagens, entrevistas, discursos, manifestos, debates, conferências e livro reunindo mensagem à Assembléia Legislativa do de quando Peçanha era presidente do Estado do Rio de Janeiro.
O acervo contém 504 fotografias, principalmente de Nilo Peçanha em inaugurações de obras, visitas, viagens e outros eventos públicos, com destaque para as fotos da campanha Reação Republicana. Há também fotos de Nilo Peçanha com sua esposa, Anita Peçanha, em momentos de lazer e homenagens pós-morte, incluindo registros do enterro.

Sistema de arranjo:
Série Correspondência
Série Documentos Complementares
        Subsérie Homenagem
        Subsérie Correspondência
Série Documentos Pessoais
Série Documentos visuais, sonoros e audiovisuais
        Subsérie Fotografias
        Subsérie Plantas e desenhos técnicos
        Subsérie Diversos
Série Produção intelectual
Série Questões forenses
Série Reação Republicana
Série Recortes
Série Temas estaduais
Série Temas municipais
Série Temas nacionais
Série Documentos não-seriados

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO: PALÁCIO DO CATETE
Código de referência:
BR RJMRAHI PC
Data da produção: 18.05.1858 a 1959 e sem data.
Dimensão e suporte: Cerca de 534 documentos textuais; 4 fotografias; 28 plantas (+15 cópias)
Produtor: Palácio do Catete

História administrativa: O Palácio do Catete foi construído entre 1858 e 1866, para servir de residência a Antonio Clemente Pinto – o barão de Nova Friburgo, próspero cafeicultor do norte fluminense. A construção do edifício, projetado pelo arquiteto alemão Gustav Waehneldt, teve forte influência neoclássica e eclética, com inspiração renascentista. No acabamento artístico-decorativo trabalharam vários artistas, destacando-se os pintores Bragaldi, Tassani, chefiados pelo também alemão Emílio Bauch, pintor e gravador. Apresentado na exposição de 1862 da Academia de Belas Artes, o projeto foi premiado, recebendo a medalha de prata.
Após o falecimento do barão e da baronesa, em 1869 e 1870, respectivamente, o Palácio passou a pertencer ao primogênito do casal, Antônio Clemente Pinto, o conde de São Clemente, que residiu ali por alguns anos. Em 1889, o Palácio foi vendido para a Companhia do Grande Hotel Internacional, que pretendia transformá-lo em hotel de luxo. O projeto, porém, por dificuldades financeiras, não se concretizou, já que somente parte do capital lançado em ações foi vendido. Francisco de Paula Mayrink, o Conselheiro Mayrink, um de seus acionistas, comprou as cotas dos demais sócios, tornando-se o único proprietário do imóvel. Rico negociante, Mayrink morou no Palácio por apenas três meses. A partir de então, utilizava-o só nos fins de semana ou o cedia a parentes e amigos para banhos de mar, festas e passeios marítimos. Mais tarde, em dificuldades financeiras, teve que hipotecar o prédio por duas vezes; a segunda delas ao Banco da República do Brasil, atual Banco do Brasil. Em 1896, Mayrink e o Banco fizeram um acordo, e o Palácio foi vendido ao governo federal por 3.000 contos de réis, em escritura lavrada a 18 de abril de 1896. Na ocasião, a sede do poder executivo da República encontrava-se instalada provisoriamente no Palácio do Itamaraty, à rua Larga de São Joaquim, no centro da cidade do Rio de Janeiro. O presidente Prudente de Moraes decidiu então ocupar as dependências do Palácio do Catete, transformando-o em palácio presidencial, sede de governo.
O imóvel passou, então, por grande reforma, para adaptar o antigo edifício à nova função. A obra foi coordenada pelo engenheiro Aarão Reis e contou com a participação dos pintores Antonio Parreiras e Décio Villares, além do paisagista Paul Villon, discípulo de Glaziou e que transformou o antigo pomar em um elegante jardim. Encontrando-se o presidente em licença por motivo de saúde, o Palácio presidencial foi inaugurado pelo vice-presidente, Manoel Vitorino, no dia 24 de fevereiro de 1897, aniversário da primeira Constituição da República, passando a funcionar como sede do poder executivo, além de residência de diversos presidentes. Passaram pelo Palácio do Catete dezesseis presidentes da República, entre os anos de 1897 a 1960, sendo palco de grandes acontecimentos sociais, de intensas articulações e de graves crises políticas, como a que culminou com o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em 1954. Tanto o edifício como os jardins do Palácio do Catete foram tombados pelo IPHAN em 1938.
Em 1960, com a transferência da capital federal para Brasília, o edifício passou a abrigar o Museu da República, inaugurado pelo presidente Juscelino Kubitschek em 15 de novembro de 1960.

História arquivística: Trata-se de uma Coleção Artificial, criada em 1984 pela equipe do Arquivo Histórico com o objetivo de agrupar todos os documentos relacionados à temática encontrados no Museu da República.
Em 2014 a Coleção foi reorganizada, passando a conter somente documentos relacionados à história do prédio até a criação do Museu da República, em 15 de novembro de 1960.
Os documentos posteriores a essa data passaram a ser incluídos no Arquivo Institucional (que reúne documentos relacionados à trajetória do Museu).

Âmbito e conteúdo: A Coleção Palácio do Catete reúne documentos ligados à existência, à construção e às intervenções que o prédio sofreu ao longo de sua história. A coleção é composta, principalmente, de contas e recibos da construção do Palácio e plantas do edifício.

Sistema de arranjo: O plano de arranjo adotado para a coleção apresenta as seguintes séries e subséries:
1. Contas
2. Correspondência
3. Documentos Visuais, Sonoros E Audiovisuais
        3.a- Fotografias
        3.b- Plantas
4. Impressos

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO: PEDRO MOTTA
Código de referência:
BR RJMRAHI PM
Data de produção: 22/04/1964 a 31/07/1985 e s/d.
Dimensão e suporte: 79 fotografias
Produtor: MOTTA, Pedro

Biografia: Pedro Motta trabalhou, durante muitos anos, na Assessoria de Imprensa do Palácio Guanabara. Nesse cargo, acumulou as fotografias que compõe essa coleção.

História Arquivística: A Coleção Pedro Motta foi doada ao Museu da República em 2006 por José Thomaz Figueira Motta, irmão do titular, após o falecimento deste.

Âmbito e conteúdo: A Coleção contém fotografias diversas de vários políticos e personalidades, incluindo Carlos Lacerda, Leonel Brizola, Negrão de Lima, João Havelange, Tostão, Israel Pinheiro, Eurico Gaspar Dutra, Emerson Fitipaldi, Pelé, Letícia Abuzzini de Lacerda, Carlos Flexa Ribeiro, Valter Cunto, Vicente Faria Coelho, Samuel Wainer, Adolpho Bloch, Mário Soares, entre outros.

Sistema de arranjo:
Série Documentos visuais
        Subsérie Fotografia
        Subsérie Leonel Brizola
        Subsérie Avulsos
        Subsérie Negrão de Lima
        Subsérie Carlos Lacerda

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO: PRESIDENTES DA REPÚBLICA
Data de produção:
1889 a 2011
Dimensão: cerca de 575 itens documentais

Âmbito e Conteúdo: Documentos que reconstituem temas representativos da atividade pública e privada de ex-presidentes da República e dos períodos presidenciais.

História arquivística: Coleção formada por doações isoladas e pela transferência de documentos do Museu Histórico Nacional para o Museu da República, principalmente entre 1984 e 1985.

SÉRIE: DEODORO DA FONSECA
        Data de produção: 1889 a 1954
        Dimensão: 07 Documentos; 01 Fotografia; 01 Caixa de envelopes.
SÉRIE: FLORIANO PEIXOTO
        Data de produção: 1877 a 1905
        Dimensão: 06 Documentos Textuais (+ duas cópias); 01 Porta-cartão; 01 Álbum de mensagens; 2 Álbuns de Fotografias (com 111 fotos no total).
SÉRIE: PRUDENTE DE MORAIS
        Data de produção: [1894 a 1898]
        Dimensão: 02 Documentos Textuais (+ duas cópias)
SÉRIE: CAMPOS SALES
        Data de produção: 1873 a 1900
        Dimensão: 108 Documentos Textuais Impressos (108 e 35 duplicatas) Álbum fotográfico (58 imagens); Fotografias com moldura (2).
SÉRIE: RODRIGUES ALVES
        Data de produção: [1902 a 1906]
        Dimensão: 02 Fotografias
SÉRIE: AFONSO PENA
        Data de Produção: 1885 a [1909]
        Dimensão: 05 Documentos Textuais e 02 Fotografias
SÉRIE: HERMES DA FONSECA
        Data de produção: 1908 a 1973
        Dimensão: 09 Fotografias (+ 01 cópia), 3 Caricaturas, 1 Estampa, 3 Documentos Impressos
SÉRIE: VENCESLAU BRÁS
        Data de produção: 1914 a 1968
        Dimensão: 07 Fotografia (mais 1 cópia); 35 Documentos Textuais.
SÉRIE: ARTUR BERNARDES
        Data de Produção: 1900 a 1955
        Dimensão: 15 Fotografias (+03 cópias); 30 Documentos textuais.
SÉRIE: WASHINGTON LUÍS
        Data de produção: 1926 a 1983
        Dimensão: 03 Fotografias; 03 Documentos Textuais; 01 Disco.
SÉRIE: MANUEL VITORINO
        Data de produção: 1895 a 1954
        Dimensão: 04 Fotografias; 02 Documentos Textuais.
SÉRIE: JOSÉ LINHARES
        Data de produção: 1945 a 1974
        Dimensão: 02 Documentos Textuais e 02 Fotografias
SÉRIE: EURICO DUTRA
        Data de produção: 1945 a 1974
        Dimensão: 07 Documentos Textuais; 01 Filme; 02 Discos; 08 Fotografias; 21 Slides.
SÉRIE: CAFÉ FILHO
        Data de produção: 1954 a 1956
        Dimensão: 05 fotografias; 01 álbum (contendo 72 fotografias); 10 documentos textuais; 1 álbum com recortes (233 folhas);
SÉRIE: CARLOS LUZ
        Data de produção: s/d
        Dimensão: 01 Fotografia
SÉRIE: NEREU RAMOS
        Data de produção: 1947 a 1957
        Dimensão: 29 documentos textuais; 04 fotografias
SÉRIE: JUSCELINO KUBITSCHEK
        Data de produção: 1916 a 1961
        Dimensão: 38 Documentos Textuais; 40 fotografias
SÉRIE: JÂNIO QUADROS
        Data de produção: 1961
        Dimensão: 03 Documentos
SÉRIE: JOÃO GOULART
        Data de produção: 1961 a 1964
        Dimensão: 03 Fotografias
SÉRIE: CASTELO BRANCO
        Data de produção: 1964 a 1967
        Dimensão: 01 Fotografia; 03 Documentos Textuais;
SÉRIE: COSTA E SILVA
        Data de produção: 1967 a 1968
        Dimensão: 02 Fotografias
        Produtores: COSTA E SILVA, Artur
SÉRIE: EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI
        Data de produção: 1969 a 1974
        Dimensão: 02 Fotografias (+ 09 cópias)
SÉRIE: JOÃO FIGUEIREDO
        Data de produção: 1979 a 1985
        Dimensão: 01 Fotografia
SÉRIE: TANCREDO NEVES
        Data de produção: 1985
        Dimensão: 05 Documentos Textuais.
SÉRIE: JOSÉ SARNEY
        Data de produção: 1954 a 1985
        Dimensão: 06 Fotografias, 13 Documentos Pessoais
SÉRIE: FERNANDO COLLOR
        Data de produção: 1990 a 1992
        Dimensão: 01 Documento Textual

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COLEÇÃO: RAPHAEL DE ALMEIDA MAGALHÃES
Código de referência:
BR RJMRAHI RAM
Data de produção: 1931 a 1992
Dimensão e suporte: 9.722 documentos (33.827 folhas + 54 livros): impressos, datilografados, manuscritos, além de plantas-baixas, jornais, revistas e 143 fotos p&b.
Produtor: MAGALHÃES, Raphael de Almeida

Biografia: Raphael Hermeto de Almeida Magalhães nasceu em Belo Horizonte (MG), em 14 de dezembro de 1930, filho de Dario de Almeida Magalhães (deputado federal entre 1935 e 1937) e Elza de Almeida Magalhães. Mais tarde, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde se formou em Direito pela PUC – Rio.
Na década de 1950, iniciou sua carreira política na União Democrática Nacional (UDN). Em 1954, participou da campanha oposicionista ao presidente Getúlio Vargas. Também se destacou na oposição ao governo de Juscelino Kubitschek. Apoiou a campanha de Carlos Lacerda (UDN) ao governo do recém-criado Estado da Guanabara. Após a posse de Lacerda no governo da Guanabara, Raphael A. Magalhães assumiu as funções de Chefe da Casa Civil e Secretário de Obras, de Governo, do Interior, de Segurança, de Finanças e de Educação, tendo ainda presidido a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Guanabara e a Comissão de Reforma Universitária. Entre os anos de 1960 e 1965, esteve à frente do planejamento, programação e controle de execução de grande parte dos programas realizados pelo Estado da Guanabara.
Apoiou o Golpe Militar de 1964 e, em abril deste mesmo ano, foi eleito, por via indireta, vice-governador do Estado da Guanabara – cargo anteriormente ocupado por Elói Dutra. Assumiu o governo, interinamente, por diversas vezes, sendo cogitado para a candidatura de sucessão de Carlos Lacerda. No entanto, seu partido, a UDN, optou por lançar a candidatura de Carlos Flexa Ribeiro, que acabou derrotado por Francisco Negrão de Lima, da coligação PSD-PTB.
O governo militar tinha na UDN seu principal aliado no Congresso, e a vitória da coligação PSD-PTB no Rio de Janeiro e do PSD em Minas Gerais – seus opositores– deflagrou uma crise que culminaria com a edição do Ato Institucional nº.2 (AI-2), que entre outras medidas, suspendia as eleições por voto direto. Tal fato contrariou as intenções de Carlos Lacerda de se candidatar à sucessão do presidente Castelo Branco. Insatisfeito com os rumos tomados pelo governo militar, o qual apoiava, Lacerda deixou o Governo da Guanabara antes do término de seu mandado. Em seu lugar assumiu, em 04 de novembro de 1964, Raphael de Almeida Magalhães, que ficaria apenas um mês no cargo.
Com a extinção dos antigos partidos políticos pelo AI-2 e a criação de apenas dois partidos (Arena e MDB), Raphael A. Magalhães, junto à grande parte da antiga UDN, ingressou na Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido criado para dar sustentação aos militares. Em novembro de 1966, elege-se deputado federal pelo Estado da Guanabara e no ano seguinte, torna-se vice-líder do governo na Câmara. Rompeu com o governo por ocasião da crise deflagrada pelo discurso de Márcio Moreira Alves, que culminaria na edição do AI-5, em dezembro de 1968. Por discordar de algumas medidas do governo, ficou preso cinco dias, embora seu mandado não tivesse sido cassado. Em protesto, interrompeu, ainda em 1968, sua atividade parlamentar. Passou a dedicar-se à iniciativa privada. Voltou à política em 1977, quando elaborou, juntamente a Teotônio Vilela, um documento denominado Projeto Brasil, que defendia a extinção do AI-5. Em 1978, lança, pela legenda Arenista, sua candidatura ao senado do Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, adere à Frente Nacional pela Redemocratização, que defendia a volta do estado de direito, o fim do autoritarismo e a mudança de regime. Desiste da campanha para o senado, pela Arena, e passa a apoiar o MDB.Com a extinção do bipartidarismo, ajudou a fundar o PMDB (sucessor do MDB).
Com o fim do governo militar, Raphael A. Magalhães presidiu a comissão governamental encarregada de reformular o Sistema Nacional de Habitação (SNH). Em 1986 tomou posse na pasta da Previdência Social, nesta gestão, foi acusado de comprar irregularmente 328 apartamentos destinados a funcionários do INAMPS, IPAS e INPS. Em 1988 aceitou chefiar a Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, e continuou no cargo após a fusão desta secretaria com a de Educação, em junho deste mesmo ano. Deixou a Secretaria de Educação e Cultura em novembro de 1988, após enfrentar a mais longa greve de professores da História do Brasil até aquele período – 89 dias. Em seguida, assumiu até janeiro de 1989 a Secretaria Extraordinária para Assuntos Especiais. Entre 1899 e 1994, retomou suas atividades como advogado. Em 1994 participou do conselho político da campanha de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) à presidência do Brasil , na qual este saiu vitorioso. Em maio de 1995, foi nomeado, pelo presidente FHC, Secretário Executivo do Conselho Coordenador das Ações Federais no Rio de Janeiro. De junho deste mesmo ano a junho de 1996, foi presidente do Conselho Administrativo da Rio 2004, que cuidou da candidatura do Rio à sede das Olimpíadas.
Raphael de Almeida Magalhães casou-se com Mitsi de Almeida Magalhães, com quem teve uma filha. Faleceu em 29 de janeiro de 2011, no Rio de Janeiro.

História Arquivística: O acervo foi doado pelo titular ao Museu da República em dois momentos: junho de 1992 e no primeiro semestre de 1997.

Âmbito e Conteúdo: A maioria dos documentos é de caráter administrativo, abrangendo o período em que Raphael de Almeida Magalhães participou do governo do Estado da Guanabara, em especial durante a gestão de Carlos Lacerda.

Sistema de arranjo:
Série Administração (ADM):
        Subsérie ADM / SEEC – Secretaria de Estado de Educação e Cultura
        Subsérie ADM / SSS – Secretaria de Serviços Sociais
        Subsérie ADM / SGO – Secretaria do Governo
        Subsérie ADM / SAIC – Secretaria de Agricultura
        Subsérie ADM / SEC – Secretaria de Economia
        Subsérie ADM / SFI – Secretaria de Finanças
        Subsérie ADM / STUR – Secretaria de Turismo
        Subsérie ADM / SSP – Secretaria de Segurança Pública
        Subsérie ADM / SGA – Secretaria Geral de Administração
        Subsérie ADM / ADEG – Associação de Desporto do Estado da Guanabara
        Subsérie ADM / SDIV – Secretarias Diversas
        Subsérie ADM / SIS – Secretaria do Interior e Segurança
        Subsérie ADM / SESP – Secretaria de Serviços Públicos
        Subsérie ADM / SGS – Secretaria de Saúde e Assistência
        Subsérie ADM / ST – Secretaria de Transporte
        Subsérie ADM / ASSD – Assuntos Diversos
        Subsérie ADM / DER – Departamento de Estradas e Rodagem
        Subsérie ADM / GAB – Gabinete do Governador
        Subsérie ADM / SOP – Secretaria de Obras Públicas
        Subsérie ADM / SURSAN – Superintendência de Urbanização e Saneamento
Série Administrações Regionais (ADMR)
Série Reunião dos Governadores (RGOV)
Série Judiciário do Estado da Guanabara (JUD)
        Subsérie JUD / LEG – Legislativo
Série Companhias do Estado da Guanabara (CIA)
Série Universidades (UNI)
Série Energia elétrica e Nuclear (ENE)
Série Correspondências (CR)
        Subsérie CR / TEL – Telegramas
Série Periódicos (PER)
        Subsérie PER / ESTC – Estudos Cariocas
        Subsérie PER / REV – Revistas
        Subsérie PER / REC – Recortes
        Subsérie PER / FOL – Folhetos
Fundação Leão XIII (FUND)
Série Produção Intelectual (PI)
Série Campanha Política (CAMP)
Série Documentos Particulares (PART)
Série Documentos Visuais (DV)
        Subsérie DV / FT – Fotografias
Série Diversos (DI)
Série Documentos Complementares (COM)

Condições de acesso: Aberto à consulta.

Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.

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COLEÇÃO: ROBERTO CERQUEIRA
Código de referência:
BR RJMRAHI RC
Data de produção: 1980 a 1999
Dimensão e suporte: 3.415 imagens em slides, contatos, fotografias e negativos; 02 fitas-cassete; 01fita-micro e 06 documentos textuais.
Produtor: CERQUEIRA, Roberto

Biografia: Roberto de Azevedo Gusmão Cerqueira nasceu em 1949, no Rio de Janeiro. Começou sua carreira profissional como repórter registrando a Passeata dos Cem Mil (1968) para o Diário de Notícias (RJ). Frequentou um curso de cinema no Museu de Arte Moderna, onde foi introduzido à fotografia. Trabalhou como fotojornalista no jornal alternativo Em Tempo e na revista O Cruzeiro. Mais tarde, atuou em quase toda a imprensa do Rio de Janeiro e na agência France Press. Participou de movimentos políticos sindicais, da direção da Associação dos Repórteres Fotográficos (Arfoc-Rio) e da agência de fotojornalismo cooperativado Fotossíntese. Iniciou, com um grupo, o projeto Quartas Visuais, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro (1982). Participou também do livro Rio 92, editado pelo Sindicato. Participou ainda de várias exposições itinerantes.
Acompanhou durante vinte anos o Movimento dos Sem-Terra, fotografando sua evolução e registrando o primeiro assentamento na Fazenda Annoni (RS), entre 1986 e 1994. Fotografou também várias manifestações políticas que marcaram esse período, como os “caras-pintadas” e o movimento das Diretas Já.
Foi casado com Maria Teresa Linhares. Faleceu em 7 de novembro de 1999 no Rio de Janeiro.

História arquivística: O acervo foi doado pelo titular ao Museu da República em 1998.

Âmbito e conteúdo: O arquivo contém registros do trabalho do fotógrafo Roberto Cerqueira em diversos momentos, tais como: imagens dos movimentos sociais Sem-Terra e Sem-Teto, de manifestações de “caras-pintadas”, fotografias de eventos esportivos, de campanhas eleitorais, shows de música, bailes de carnaval, entre outros. A documentação textual apresenta reproduções de jornais coletados pelo titular sobre o MST e outros assuntos.

Sistema de arranjo:
Série Documentos visuais, sonoros e audivisuais
        Subsérie Fotografia
        Subsérie Slides
        Subsérie Fitas-cassete
Série Impressos

Condições de acesso: Aberto à consulta.
Condições de reprodução: Reprodução permitida mediante autorização por escrito da direção do Museu da República.