Museu da República recebe R$ 1 milhão para reforma do sistema elétrico

As obras incluem a modernização e a reforma do sistema elétrico dos Anexo I e II, além dos postes de iluminação dos jardins

O Museu da República vai receber investimento de cerca de R$ 1 milhão para  reforma e modernização predial dos jardins e Anexos I e II do complexo histórico e arquitetônico (Foto: Agência Brasil)

O Museu da República vai receber investimento de cerca de R$ 1 milhão para
reforma e modernização predial dos jardins e Anexos I e II do complexo histórico e arquitetônico (Foto: Agência Brasil)

A direção do Museu da República recebeu com festa o anúncio de um aporte de quase R$ 1 milhão para reforma e modernização predial dos jardins e Anexos I e II do complexo histórico e arquitetônico, localizado no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. “É uma notícia extraordinária porque se trata de revisão no sistema elétrico. A sociedade brasileira acabou de saber que foi o curto-circuito num ar condicionado o fator de origem do incêndio no Museu Nacional. Trata-se, portanto, de uma ação, sobretudo, de segurança”, comemorou o professor e diretor da instituição, Mario Chagas.

Administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o Museu da República teve aporte de R$ 971.842,05 destinado pelo programa PAC Cidades Históricas, gerido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Tanto o Ibram quanto o Iphan são órgãos vinculados ao Ministério da Cidadania, comandado pelo ministro Osmar Terra.

Museus protegidos

Em visita técnica ao Rio de Janeiro desde a quarta-feira (28), o secretário Especial da Cultura, Henrique Pires, inspeciona os equipamentos para conhecer e liberar recursos de projetos que estão aptos para execução, além de outros em fase de construção. “Um dos primeiros atos do ministro da Cidadania, Osmar Terra, foi o de constituir grupo de trabalho para dotar os museus e casas de memórias de condições adequadas de preservação e cuidados para a salvaguarda, tendo em vista a riqueza do acervo brasileiro”, destacou.

Com a oficialização do recurso publicada no Diário Oficial da União da última quinta-feira (28), a administração do Museu da República vai revisar o projeto, criar, constituir e publicar o edital de licitação para contratação da empresa que fará as obras. “Quero trabalhar com o mês de junho como teto para ter o contrato desta licitação assinado. Vejo esse investimento como um grande presente para os 130 anos da Proclamação da República, comemorados neste ano de 2019”, aponta Mario Chagas.

Anexos históricos

As obras previstas incluem a modernização e a reforma do sistema elétrico dos Anexo I e II, além dos postes de iluminação dos jardins. Esses dois prédios históricos abrigaram os ministros da República até 1960, quando a capital foi transferida do Rio de Janeiro para Brasília. Com fluxo intenso de servidores e público, hoje, essas edificações abrigam a biblioteca, o cinema, três pequenos auditórios, o corpo administrativo, o gabinete da direção, o setor educativo, cultural e a comunicação da instituição.

O secretário Henrique Pires destaca que os aportes de recursos não se restringirão ao Museu da República. “Serão estendidos a todos os estados brasileiros e ao Distrito Federal, conforme a portaria assinada pelo ministro Osmar Terra. A coordenação desse trabalho é feita pelo presidente do Ibram, Paulo Amaral, o que facilita o trâmite, porque se trata de um engenheiro e um artista, que conhece questões cruciais para prevenção e combate de incêndios”, destaca.

Jardins são cenário

O investimento na segurança de museus é um anseio da sociedade civil, que tem uma relação afetiva com esses patrimônios. A atriz e produtora de teatro e cinema Marina Trindade vibrou com a notícia da reforma. “Falar do Museu da República é um prazer enorme. É um local onde sempre encontrei muita paz e serenidade para manter o foco em minha vida pessoal e profissional”, conta.

Além de assídua frequentadora, Marina conseguiu, em 2015, autorização da instituição para usar os jardins como set de filmagem para o videoclipe oficial da canção A moça e o velho, do cantor Odair José. Foi ela quem propôs à produtora Cabaré Filmes o patrimônio histórico como locação para um trabalho em que o elenco usou figurinos e visagismo de época. “Era o cenário perfeito. Tenho uma afetividade com este espaço. Quando comecei a estudar para ser atriz, em 2005, os jardins do Museu da República me abrigaram. Ali, era meu palco. Levava os textos para decorar e ensaiava as cenas. Dali, seguia direto para o teatro a fim de exercer o meu ofício”.

 

Fonte: Ascom/ Secretaria Especial da Cultura

Disponível aqui.

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